Curitiba - O juiz federal substituto da Vara de Paranaguá, Carlos Felipe Komorowski indeferiu uma liminar pedida pela empresa de pneus remoldados BS Colway, localizada em Piraquara, para a liberação de pneus usados importados e que estão retidos no Porto de Paranaguá. O magistrado decidiu pelo indeferimento da petição inicial do mandado de segurança porque o pedido da empresa deveria ser dirigido diretamente ao Supremo Tribunal Federal (STF). A empresa vai entrar com recurso no STF para tentar reverter a decisão.
O presidente da BS Colway, Francisco Simeão, disse que a empresa tem direito a esta mercadoria que já foi comprada e atinge um volume de 260 mil unidades. Ele destacou que se a companhia ficar inviabilizada de ter os pneus não terá outra opção a não ser fechar e demitir. De acordo com ele, ainda neste mês, as 487 lojas que vendem pneus da marca BS Colway começam a receber 50 mil pneus importados da China. Estas lojas empregam 5 mil pessoas. A idéia é que, em 120 dias, os produtos chineses cheguem no Brasil com a marca BS Colway.
Caso a carga da Paranaguá não seja mesmo liberada, a empresa vai demitir mais 230 trabalhadores. Serão necessários apenas 40 funcionários para atuar na importação e 60 nos programas sociais. Simeão disse que os bancos HSBC e Itaú mostraram interesse em assumir os programas sociais. O banco receberia a sede da estrutura dos programas que tem 7 mil m2 e tem um valor de R$ 12 milhões e se comprometeria a manter os programas em funcionamento.
No último dia 9 de janeiro, a empresa demitiu 370 funcionários dos 700 que cumpriam aviso prévio. Naquela data, Simeão tinha anunciado que os outros 330 empregados continuariam trabalhando na linha de produção por pelo menos dois meses usando matéria-prima fornecida por outras empresas.
A fábrica enfrenta uma crise desde que o STF, atendendo a ação da Advocacia Geral da União (AGU), proibiu a importação de pneus usados da Europa, principal matéria-prima para a produção dos remoldados. No ano passado, os primeiros 500 funcionários foram demitidos. Em dezembro, Simeão anunciou que os 700 empregados restantes passavam a cumprir aviso prévio. A estimativa era que a fábrica parasse de funcionar em fevereiro.

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