A empresa Máxi Chama Azul Gás, com uma filial instalada em Jandaia do Sul (18 km a oeste de Apucarana), está impedida de comercializar GLP (o popular gás de cozinha) em botijões de outras marcas (OM). A decisão é da 10 Vara de Justiça Federal do Rio de Janeiro e foi divulgada neste mês. A Maxigás tem outras envasadoras instaladas no interior de São Paulo e funcionava amparada por um agravo de instrumento do Tribunal Regional Federal da 2 Região. Procurado pela reportagem, o gerente da Máxigas em Jandaia, Rodrigo Puppio, disse que desconhecia a decisão.
Puppio preferiu não revelar o total da produção da envasadora. No entanto, segundo dados do Sindicato das Indústrias Envazadoras de GLP (Sindigás), a empresa teria uma participação de 1,69% no mercado estadual, mas as vendas estariam concentradas na Região Norte, o que atinge uma grande parcela de consumidores. Na decisão, a juíza Carolina Medeiros e Silva afirma que se deve ''assegurar aos consumidores o real conhecimento sobre o fornecedor do produto de modo a permitir a imputação de responsabilidades caso o serviço e o produto não sejam a contento''. A empresa ainda pode recorrer da decisão até amanhã, quando termina o prazo.
De acordo com o Sindigás, as distribuidoras de GLP investem nas condições de segurança e na qualidade dos botijões, com a sua requalificação periódica. Já as envasadoras, segundo o sindicato, não costumam investir na manutenção dos botijões. Mas um dos maiores problemas é a comprovação de responsabilidades em casos de acidentes.
Isso porque a marca do botijão é um dos poucos fatores que podem levar à apuração de responsabilidades. Por isso, ao comprar o gás de cozinha é importante verificar a marca que está impressa em alto relevo no botijão. No rótulo plástico de segurança também devem estar listadas várias marcas envasadoras. A marca impressa no lacre do botijão deve coincidir com uma das marcas listadas no rótulo plástico. Essas normas foram discutidas em um acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP).

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