Justiça notifica posto na zona norte
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sexta-feira, 01 de dezembro de 2006
Caroline Vicentini e Erika Zanon<br>Reportagem Local 
O Auto Posto Leblon, localizado à Avenida Saul Elkind, 2100, na zona norte, foi notificado judicialmente na manhã de ontem por despejo - prática ilegal exercida por revendores que adquirem combustíveis de distribuidoras diferentes daquela com a qual possui contrato de fornecimento exclusivo de produto. A decisão, em caráter liminar, é favorável a Esso e foi deferida pelo juiz da 2 Vara Cível de Londrina, Mário Azollini.
Através de ação judicial, a distribuidora instalou uma chave eletrônica (locktron) - nos tanques de abastecimento do posto - a qual permite somente a entrada de produtos da marca nas bombas de combustível. Caso não fosse cumprida a decisão do juiz, o dono do posto pagaria uma multa de R$ 500 por dia. A empresa tem 15 dias para recorrer da decisão.
Segundo relatórios apresentados à Justiça pela Esso, o posto não fez nenhuma compra com a distribuidora em novembro. Ainda de acordo com os relatórios, o estabelecimento adquiriu apenas 20 mil litros de combustível desde julho. Porém, anteriormente, a média de compra do posto era de 180 mil litros de combustível mês. O gerente de distribuição da Esso na região, Celso Rosa, acrescentou que a irregularidade foi confirmada depois que um funcionário da distribuidora abasteceu no posto mesmo este estando há um mês sem comprar produtos da empresa que tem exclusividade de contrato.''Temos consumidores fiéis a marca Esso e eles estão sendo lesados'', justificou Celso Rosa.
Conforme o advogado do posto, Milton Coutinho de Macedo Galvão, que está cuidando do processo, as divergências com a distribuidora são antigas e estão relacionadas até mesmo a problemas na infra-estrutura do prédio - que foi construído por uma empresa indicada pela distibuidora - onde funciona o posto. Em relação à venda de combustíveis de outras distribuidoras, Galvão comentou que o posto tem feito pedidos à Esso, mas que estes não estão sendo entregues. Por isso, foi preciso adquirir um produto de outras distribuidoras.
''Além disso, temos prova de que a Esso tem vendido gasolina mais barata para postos de ''bandeira branca'' do que para seus clientes exclusivos. A gente tem que cumprir tudo, mas e a distribuidora?'', argumentou o advogado. Segundo ele, as provas foram adquiridas quando, acidentalmente, o motorista de um caminhão distribuidor deixou por engano uma nota fiscal de outro posto no Leblon.
Pensando nos consumidores e nos funcionários que trabalham no posto, o proprietário da empresa já pediu na justiça o encerramento do contrato com a Esso para, assim, conseguir trabalhar com outras distribuidoras. A empresa deve recorrer da decisão da justiça na segunda-feira.
Em relação à venda de gasolina Esso para postos de outras bandeiras, a advogada da distribuidora, Cláudia Rodrigues, disse que a informação não procede e que Esso não vende combustíveis para postos de outras bandeiras, justamente por cumprir os contratos de exclusividade.


