A Justiça negou ontem o pedido de revogação da prisão do gerente do posto Nova Higienópolis, Sandro Vicente Zanchet. Segundo o advogado de Zanchet, Garibaldi de Menezes Deliberador, a juíza da 5 Vara Criminal, Oneide Negrão, acatou a determinação do Ministério Público, que havia dado parecer contrário à revogação da prisão. Deliberador havia entrado com pedido de revogação na semana passada. Zanchet foi preso anteontem após se apresentar à Polícia Civil de Londrina.
Deliberador afirmou ainda que o pedido de liminar para concessão de habeas corpus para o seu cliente, e outros seis réus na ação que apura a formação de cartel e constragimento ilegal de testemunhas, não foi acatado. ''Amanhã (hoje) irei protocolar novo pedido de habeas corpus para Zanchet em Curitiba'', adiantou. Deliberador disse que também vai entrar com novo pedido de revogação da prisão de Zanchet no Tribunal de Alçada Crimanal em Curitiba.
O pedido de habeas corpus, de número 116.676/3, impetrado pelo advogado Sérvio Borges, está na Procuradoria do Tribunal de Justiça em Curitiba, e ainda não foi julgado.
Borges afirmou que ainda representa os gerentes do posto Nilo Joji Morishita, do Posto 12, e Marcos Antonio Suriam. Ele negou que esteja transferindo o caso para o advogado Carlos Franchello. Anteontem, Franchello disse que estava assumindo a representação dos réus e que ele deveriam se apresentar até segunda-feira.
Quanto à possibilidade de os réus se apresentarem à Justiça, Borges disse que ainda não tem nada definido. ''Estamos contactando as famílias para ver o que pode ser feito'', disse. Borges também representa os donos de postos Reginaldo Monteiro e Ismael Anselmo.
O advogado Paulo Nolasco, que representa Maxuell Pavesi, da rede Petromax, e Luiz Jorge Bolognesi, disse que vai entrar com novo pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça de Curitiba.

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