Justiça nega liminar que liberaria acesso ao porto
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segunda-feira, 24 de junho de 2002
Vânia Casado<BR>Equipe da Folha 
Curitiba A Justiça Federal em Paranaguá rejeitou o pedido de liminar solicitado por um grupo de empresários na tentativa de agilizar o desembaraço de mercadorias no Porto de Paranaguá, no Litoral. A decisão, prejudicando o mandado de segurança do Sindicato dos Operadores Portuários do Paraná, saiu no último dia 20. Ontem, o advogado dos empresários iria recorrer da decisão no Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, em Porto Alegre, em nome do Cexpar Centro de Comércio Exterior do Paraná.
Na ação ajuizado pelo Sindop, os empresários pedem acesso a maior número de veículos na área portuária e também a redução dos trâmites burocráticos para a liberação de mercadorias no Porto de Paranaguá. O empresário que comanda o Cexpar, Zulfiro Bózio, insiste que as mercadorias para importação e exportação continuam paralisadas no porto paranaense desde o início do mês.
Para o superintendente da Receita Federal no Paraná e Santa Catarina, Luiz Bernardi, o desembaraço de mercadorias para importação e exportação no Porto de Paranaguá já foi normalizado. Segundo ele, nenhuma mercadoria de empresa que apresentou a documentação em ordem para a RF em Paranaguá, está parada no porto por causa da operação-padrão dos fiscais ou por qualquer outro motivo burocrático.
Bernardi disse que não tem nenhuma informação de que o Porto de Paranaguá seja o mais prejudicado, em comparação com os demais portos, no desembaraço de mercadorias. Em relação ao período de plantão da RF, que deveria liberar as mercadorias no período noturno e nos finais de semana, reclamado pelos empresários, Bernardi disse que vai negociar isso diretamente com o superintendente do Porto de Paranaguá, Osiris Stenghel Guimarães, que chega de viagem na próxima semana.


