Curitiba – A Justiça Federal em Paranaguá rejeitou o pedido de liminar solicitado por um grupo de empresários na tentativa de agilizar o desembaraço de mercadorias no Porto de Paranaguá, no Litoral. A decisão, prejudicando o mandado de segurança do Sindicato dos Operadores Portuários do Paraná, saiu no último dia 20. Ontem, o advogado dos empresários iria recorrer da decisão no Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, em Porto Alegre, em nome do Cexpar – Centro de Comércio Exterior do Paraná.
Na ação ajuizado pelo Sindop, os empresários pedem acesso a maior número de veículos na área portuária e também a redução dos trâmites burocráticos para a liberação de mercadorias no Porto de Paranaguá. O empresário que comanda o Cexpar, Zulfiro Bózio, insiste que as mercadorias para importação e exportação continuam paralisadas no porto paranaense desde o início do mês.
Para o superintendente da Receita Federal no Paraná e Santa Catarina, Luiz Bernardi, o desembaraço de mercadorias para importação e exportação no Porto de Paranaguá já foi normalizado. Segundo ele, nenhuma mercadoria de empresa que apresentou a documentação em ordem para a RF em Paranaguá, está parada no porto por causa da operação-padrão dos fiscais ou por qualquer outro motivo burocrático.
Bernardi disse que não tem nenhuma informação de que o Porto de Paranaguá seja o mais prejudicado, em comparação com os demais portos, no desembaraço de mercadorias. Em relação ao período de plantão da RF, que deveria liberar as mercadorias no período noturno e nos finais de semana, reclamado pelos empresários, Bernardi disse que vai negociar isso diretamente com o superintendente do Porto de Paranaguá, Osiris Stenghel Guimarães, que chega de viagem na próxima semana.

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