Curitiba - O desembargador Vicente Troiano Netto, presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, manteve o embargo à ampliação da Usina de Figueira, empreendimento da Copel Geração. A empresa argumenta que está em risco a perda de financiamento para investir na usina movida a carvão mineral, localizada no município do mesmo nome, distante 125 quilômetros ao sul de Jacarezinho. O projeto de repotencialização da Usina de Figueira está orçado em R$ 300 milhões.
O projeto foi suspenso pela Justiça, desde que a ONG Liga Ambiental entrou com uma ação civil pública, em junho do ano passado, contra a Copel e contra o Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Na época, a Justiça concedeu liminar favorável ao embargo do empreendimento diante da justificativa apresentada que a empresa responsável pelo Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental da Usina de Figueira é de propriedade de um servidor do IAP. Na semana passada, o desembargador Troiano Netto negou o efeito suspensivo da liminar, solicitado pela Copel.
A ong sustenta que o projeto é danoso na região, em decorrência da emissão de gases poluentes que afetam 25 municípios da região.
De acordo com o advogado da Liga Ambiental, Vitório Sorottiuk, a Copel sofreu duas derrotas na Justiça porque os dois pedidos de efeitos suspensivos feitos pela empresa foram negados. Um deles foi negado pelo próprio presidente do TJ e outro, pelo relator, desembargador Antonio Lopes Noronha. Agora, a situação está em fase de perícia, determinada pela Vara Judicial de Curiúva.
A Copel argumenta que o projeto é importante para a região norte do Paraná, que está distante das principais geradoras de energia do Estado, que se concentram na região sul. Conforme a assessoria da Copel, a empresa vai reivindicar novos efeitos suspensivos junto à Justiça.

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