Justiça manda Sprint afastar-se da Intelig
Agência Estado
Do Rio
A norte-americana Sprint terá de deixar a administração da Intelig, empresa-espelho da Embratel. No último dia 23, o juiz da 22ª ara Cível do Rio, Ricardo Couto de Castro, concedeu liminar à inglesa National Grid, maior sócia da empresa, para suspender a Sprint de qualquer decisão sobre as operações da telefônica. A National Grid tem 30 dias para entrar com uma ação principal de dissolução parcial de sociedade para excluir a Sprint da composição acionária da Intelig.
Com o acordo de fusão anunciado em outubro pela Sprint e pela MCI WorldCom, dona da Embratel, o controle das duas operadoras de longa distância passou a ser conflitante. A Sprint tem 25% da Intelig, mesmo percentual que detém a France Telecom. A National Grid tem 50%.
Segundo um dos advogados da National Grid, Regis Fichtner Pereira, por enquanto a Intelig não cogita pedir à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que o início das operações da empresa seja adiado. Por determinação da agência, a Intelig tem de lançar seus serviços entre 10 e 24 de janeiro, e até lá os executivos ligados à Sprint já terão sido afastados, garante a National Grid. Por lei, uma concessionária e sua empresa-espelho não podem ter os mesmos controladores. O advogado informou que a National Grid esperou a Sprint se retirar voluntariamente da Intelig, o que não aconteceu.





