Justiça manda soltar suspeitos de cartel
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quinta-feira, 10 de abril de 2003
Erika Zanon<br> Reportagem Local 
Os donos de postos de combustíveis Reginaldo Monteiro e Marcos Antônio Suriam, juntamente com o funcionário de posto Nilo Morishita, tiveram suas prisões revogadas ontem à tarde, em Londrina. Eles são acusados de praticar crime contra a ordem econômica (formação de cartel). Os três ficaram presos durante 30 horas e saíram do 2º Distrito Policial (DP) às 17h40, depois de o juiz da 5 Vara Criminal, Geraldo de Luna, ter revogado a prisão.
Além disso, uma decisão do Tribunal de Justiça (TJ) também concedeu a eles o habeas corpus. A apresentação dos acusados à Justiça, na quarta-feira de manhã, pode ter sido levada em conta para a decisão do juiz. O advogado do empresário Suriam, Carlos Franchelo, disse que o fato de seu cliente ter se apresentado demonstra que ele é um homem responsável e, sendo assim, o juiz achou por bem relaxar a prisão.
Segundo o advogado, os três compareceram diante do juiz sem mandados de prisão. Porém, os pedidos de prisão preventiva haviam sido determinados no dia 14 de março, data em que os empresários Valter Domingos Sasso e Ariovaldo Arruda foram presos em flagrante, permanecendo no 2º DP até o último dia 28, quando conseguiram habeas corpus.
Ontem, ao deixar o 2º DP, o empresário Suriam garantiu que vai entrar com um pedido de indenização contra o Ministério Público, por danos morais. ''Não sou bandido, nunca fiz nada de errado'', salientou. Ele ainda declarou que as acusações só podem ser uma perseguição da polícia. Perguntado pela reportagem da Folha, sobre as condições em que eles ficaram presos, ele apenas comentou: ''Nas condições que a gente merece''.
Monteiro, Suriam e Morishita são réus do processo 291/01. Mais quatro donos de postos também estavam com prisão decretada, mas continuavam foragidos até ontem. O habeas corpus que colocou em liberdade os três acusados também beneficiou outros quatro empresários que ainda não se apresentaram à Justiça. O advogado de Morishita, Sérvio Borges, comentou que a apresentação de seu cliente mostrou que ele não tem o que temer.


