Curitiba - Um decisão judicial fixou o patamar máximo de lucro dos postos de combustíveis de Curitiba para a venda de gasolina comum e álcool. O juiz Marcel Guimarães Rotoli de Macedo, da 2 Vara Cível de Curitiba, concedeu ontem a tutela antecipada requerida pela Promotoria de Defesa do Consumidor de Curitiba e determinou que os postos da Capital tenham como lucro máximo de 11% para a venda da gasolina e 30% para o álcool. O preço deve ser calculado sobre o valor pago à distribuidora e vale pelo período de um ano, a contar da data da decisão. Os postos que descumprirem a decisão judicial deverão pagar multa diária de R$ 10 mil.
''De acordo com pesquisa realizada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), entre 20 e 26 de março deste ano, o preço médio do litro da gasolina pago pelos postos de Curitiba às distribuidoras era de R$ 2,009 o litro. Com a margem máxima de 11% aplicada sobre essa média, o litro da gasolina para o consumidor final deve ficar em R$ 2,229 o litro, no máximo'', diz o promotor de Justiça Maximiliano Ribeiro Deliberador, que juntamente com o promotor João Henrique Vilela da Silveira, propôs a ação civil pública com o pedido de tutela antecipada. Já o preço do álcool na distribuida entre as mesmas datas era de R$ 1,219 o litro tendo que ser vendido nos postos a no máximo R$ 1,584.
O Sindicombustíveis, que representa os postos de combustíveis, informou por meio de sua assessoria de imprensa que ainda não tem informações sobre a questão, mas que logo que tiver vai procurar as medidas legais para revertê-la.

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