Justiça fecha outro posto em Londrina
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sexta-feira, 09 de julho de 2004
Betânia Rodrigues<br> Reportagem Local 
O Posto 15, localizado na esquina das ruas Fernando de Noronha e Quintino Bocaiúva (área central), em Londrina, encerrou suas atividades quinta-feira à noite. O proprietário Luis Bolognesi desocupou o local antes que a Justiça o despejasse. Segundo o advogado Kleber Faria Mascarenhas, da Texaco do Brasil, o empresário não pagava aluguel há dois anos nem vendia os produtos da marca como exigia o contrato. Os mesmos motivos levaram Bolognesi a fechar outro posto nas imediações do Shopping Catuaí (zona sul) em novembro do ano passado.
De acordo com Mascarenhas, ambos serão reformados e entregues a outros empresários assim como um posto que funcionava na esquina das ruas Mato Grosso e Juscelino Kubitscheck. ''Temos alguns interessados'', afirmou Aurélio Henrique Giorio que é consultor de negócios da Texaco, em Londrina.
Enquanto isso, a distribuidora mantém sua ação de cobrança contra Bolognesi que, por sua vez, reclama de um prejuízo de R$ 3 milhões com essa parceria. ''Ela foi a única que não colaborou com os revendedores na época em que o Ministério Público pressionava a queda no preço do combustível. A Texaco não admite reduzir sua gorda margem de lucro'', alegou o empresário que há 15 anos administrava o Posto 15. O advogado da distribuidora disse que o fato do preço praticado pela Texaco ser maior que os concorrentes não configurava motivo para Bolognesi desrespeitar o contrato.
De acordo com o Roberto Fregonesi, presidente do Sindicombustíveis do Paraná, 70% da revenda de combustíveis em Londrina foi renovada várias vezes nos últimos 10 anos. ''Alguns por insolvência (falência) e outros por fraude que, além de mancharem a imagem da categoria, provocam a quebra dos outros. Felizmente, eles não passam de 150 num universo de 2,5 mil empresários em todo Estado''.


