Justiça determina troca de turno na Repar
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terça-feira, 24 de março de 2009
Rosiane Correia de Freitas<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Justiça do Trabalho determinou ontem que a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) permita a saída dos funcionários que já cumpriram a carga de 8 horas diária na empresa. A decisão, de caráter liminar, foi expedida pela juíza Paula Regina Rodrigues Matheus e determina uma multa de R$ 500 mil por dia se a determinação for descumprida.
Ontem os petroleiros também recusaram a proposta apresentada pela empresa em reunião realizada na sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. Foi uma proposta muito tímida, quase ofensiva e que foi recusada em mesa pelos sindicatos, informa Silvaney Bernardi, presidente do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro PR/SC).
Segundo Bernardi, os funcionários que estavam de plantão na Repar no domingo, quando começou a greve, foram mantidos dentro da refinaria, trabalhando, até ontem de manhã. É um absurdo. Essas pessoas foram mantidas em situação de cárcere privado, acusou. Foram mais de 42 horas de plantão, uma situação que coloca em risco não só os trabalhadores, mas também toda a comunidade já que o risco de acidente é grande, diz.
Com o fracasso das negociações de ontem, o Sindipetro sinaliza com a possibilidade de manter a paralisação, cuja duração prevista era de cinco dias, por tempo indeterminado. Se as negociações não evoluirem existe essa possibilidade, adianta Bernardi.
Em comunicado à imprensa, a Petrobras informou que há equipes de contingência nas suas unidades que foram acionadas nessa terça-feira e estão responsáveis pela operação da refinaria desde então. As equipes mantêm o funcionamento das unidades, respeitando os padrões de segurança da Companhia, diz a nota.
Até o fechamento dessa edição a empresa não havia se pronunciado sobre o resultado da reunião com os sindicatos. A empresa também não comentou a concessão da liminar contra a Repar.
No Paraná, além da Repar, foram atingidas pela paralisação a Usina do Xisto de São Mateus do Sul e o terminal Transpetro, em Paranaguá. Os petroleiros reivindicam a manutenção dos postos de trabalho nas empresas contratadas pela Petrobras, a melhoria nas condições de trabalho, o pagamento de horas-extras para funcionários que trabalharem em feriados e a revisão do pagamento de participação nos lucros e resultados da empresa.


