Justiça decreta prisão preventiva de seis pessoas em caso Iguaçu
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Fábio Galiotto<br>Reportagem Local 
O juiz da 5ª Vara Criminal de Londrina, Paulo Cesar Roldão, determinou a prisão preventiva do dono da construtora Iguaçu do Brasil, Carlos Alberto Campos de Oliveira, e de mais cinco pessoas, a pedido do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Além do proprietário e de dois funcionários com cargo de direção na empresa, que já estavam detidos temporariamente, mais três mandados de prisão foram cumpridos ontem. Dois diretores da Iguaçu e um empregado de um cartório da região central de Londrina também são apontados como suspeitos de estelionato na venda de imóveis residenciais.
O delegado do Gaeco, Alan Flore, afirma que o funcionário do cartório era responsável por registrar todos os contratos de compra e venda das casas negociadas pela Iguaçu, em ao menos 12 condomínios da cidade. A empresa não tinha licença da prefeitura para loteamento dos empreendimentos. Flore afirma que há mais mandados de prisão expedidos pela Justiça, mas não pode divulgar o número enquanto a investigação não termina. Todas as ações são para detenções por tempo indeterminado.
Clientes e pessoas que venderam terrenos para a Iguaçu e não receberam pagamentos denunciaram o caso ao Gaeco no mês passado. O dono da construtora, que também é ex-prefeito de Mandaguari, é suspeito de estelionato, formação de quadrilha e falsidade ideológica. Mais de 600 pessoas compraram casas e o prejuízo passa de R$ 60 milhões.


