Curitiba A Justiça decretou a falência da Megacred Administração de Bens e Participações Ltda., financeira com sede em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. A empresa não conseguiu pagar a primeira parcela que corresponde a 40% do valor da concordata, que venceu em dezembro. Oficialmente, de acordo com o processo que corre na 1 Vara de Fazenda Pública, Falências e Concordatas de Curitiba, consta que o tamanho de rombo é de R$ 63 milhões. Mas os credores avaliam que o rombo é de R$ 112 milhões, porque os valores das aplicações foram depreciados para que o pagamento da parcela fosse menor, disse o porta-voz dos credores Vicente Ribeiro Mieli.
A Megacred tentou prorrogar o pagamento da primeira parcela da concordata por mais um ano, mas os credores não aceitaram, informou Welington Pedroso, que representa os credores. A empresa não conseguiu apresentar garantias suficientes que sustentassem o pedido. De acordo com Pedroso, o patrimônio restante dá para cobrir cerca de 20% da dívida, e mesmo assim a longo prazo.
As atividades da Megacred foram iniciadas em 1995, quando a empresa foi fundada pelos irmãos Albanor José Ferreira Gomes (prefeito de Araucária e ex-deputado), Rodrigo Pereira Gomes Júnior e João Lincoln Ferreira Gomes. Na época, os investidores foram atraídos pela margem de juros oferecida aos investidores, que chegava até 4% ao mês. De acordo com Mieli, que também foi investidor, o índice para seus investimentos era de 2,2% ao mês, no período que a poupança oferecia entre 0,6 a 0,7%. Consta que pelo menos 1.200 investidores foram atraídos pelas taxas de juros.
De acordo com os credores, a Megacred, Administração de Bens e Participações não tinha cobertura do Banco Central, que poderia ser a garantia do recebimento de parte dos investimentos. A detentora da carta-patente do BC era a Megacred Distrituidora de Títulos e Valores Mobiliários, outra empresa do grupo que não foi atingida pela falência.

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