Curitiba – Os trabalhadores avulsos do Porto de Paranaguá que paralisaram as atividades na noite da última terça-feira tiveram uma reunião ontem na Vara de Trabalho de Paranaguá. O juiz da 2ªVara do Trabalho de Paranaguá, Carlos Kaminski, deu um prazo de 60 dias para que o novo sistema de trabalho eletrônico dos trabalhadores seja ajustado. Segundo informações da Delegacia Regional do Trabalho do Paraná (DRT-PR), caso não seja ajustado o sistema de trabalho, o Órgão Gestor de Mão-de-Obra (Ogmo) estará sujeito a uma multa diária retroativa no valor de R$ 100 mil.
  Nestes 60 dias, os trabalhadores vão continuar no sistema antigo de trabalho no qual podem escolher o navio que irão trabalhar. De acordo com o presidente do Sindicato dos Estivadores de Paranaguá, Arivaldo Barbosa José, seria realizada uma assembléia ontem às 19 horas para decidir se os trabalhadores voltariam ao trabalho ou não. O Porto de Paranaguá informou que ainda não tem uma estimativa das perdas que foram provocadas pela paralisação. Ainda segundo informações do porto, o embarque de grãos que é realizado por ship loader não foi paralisado. O maior prejuízo ficou com as cargas gerais.
  Na última terça-feira, 3.500 estivadores, arrumadores, vigias, trabalhadores de bloco, consertadores e conferentes paralisaram as atividades. O motivo da paralisação foi uma decisão judicial que modificou o sistema de trabalho dos trabalhadores. Os trabalhadores também são contrários a mudança no horário de trabalho que antes era escolhido por eles e agora mudou para uma escala de seis horas de trabalho e 11 de descanso.
  Seminário - A superintendente de qualidade, meio ambiente e normalização do Porto de Santos, Alexandra Sofia Grota, foi uma das palestrantes ontem do Seminário Nacional ‘‘Contaminantes, Assoreamento, Dragagens e Licenciamento Ambiental nos Portos Brasileiros’’ que começou quarta-feira no Teatro Municipal de Antonina. Segundo ela, o porto tem licença para operação de dragagem desde 2004 o que tem trazido resultados positivos para o terminal portuário. ‘‘Hoje a gente tem um banco de dados que foi possível com a licença. Com isso, sei o exato impacto da dragagem na região’’, destacou ela.
  Segundo informações do Ibama, que também teve representantes no seminário, o Porto de Paranaguá já teve licença para dragagem que venceu no ano passado e que teria que ser renovada 120 dias antes do término do prazo.B.)

mockup