Justiça dá prazo para definição sobre aftosa
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segunda-feira, 21 de novembro de 2005
Agência Estado 
A segunda etapa de vacinação contra a aftosa terminou ontem. Cerca de 22% do rebanho do Paraná, com 10,5 milhões de bovinos, não puderam ser vacinados porque estão na região considerada de risco, em torno dos municípios de Amaporã, Grandes Rios, Loanda e Maringá.
''A partir desta segunda-feira esses animais estão tecnicamente vulneráveis à doença'', afirmou ontem o advogado dos pecuaristas, Ricardo Jorge Rocha Pereira.
O pedido dos pecuaristas para a vacinação imediata de seus animais contra a febre aftosa não foi atendido pela Justiça, que preferiu aguardar as respostas dos governos federal e estadual para, então, decidir se os animais deverão ou não ser vacinados.
O governo federal deverá ser notificado hoje para que apresente até sexta-feira informações sobre todos os exames feitos nos casos suspeitos de febre aftosa no Paraná. O Laboratório de Análises Agropecuárias (Lanagro), do Ministério de Agricultura, terá o mesmo prazo para explicar o motivo de ainda não ter concluído esses exames.
A determinação é do juiz federal substituto de Londrina, Cleber Sanfelici Otero, que no final da tarde de sexta-feira acolheu ação conjunta de quatro pecuaristas que estão com suas propriedades embargadas por causa da suspeita de aftosa. ''Esta decisão deverá definir a situação de uma vez por todas'', afirmou Rocha Pereira.
No final de outubro, o governo do Estado anunciou que animais locais tinham sintomas de febre aftosa após terem contato, em uma feira em Londrina, com bovinos da região no Mato Grosso do Sul.


