Justiça concede liminar para liberar cargas em Paranaguá
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terça-feira, 25 de março de 2008
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba- A juíza federal Vera Lucia Feil Ponciano, da 8 Vara Federal de Curitiba, determinou a liberação de cargas no Porto de Paranaguá para duas empresas. A Indústria de Compensados Guararapes Ltda conseguiu o despacho aduaneiro das mercadorias para exportação. A companhia alegou na ação que os pedidos de exportação já haviam sido deferidos e que bastava a Receita Federal analisar o pedido de retificação do navio no qual as mercadorias serão embarcadas.
A empresa Komatsu Forest Indústria e Comércio de Máquinas Florestais também conseguiu decisão favorável da mesma juíza para liberar cargas no porto para importação.
Os auditores fiscais da Receita em greve há uma semana, iniciaram ontem uma operação de fiscalização de fertilizantes no porto, o que torna mais lenta a movimentação. Eles constataram que algumas empresas deste setor estavam com irregularidades documentais. ''A operação pode acontecer em outros setores e terminais nos próximos dias. Não está descartado nenhum segmento'', disse o presidente do Unafisco de Paranaguá (sindicato que representa a categoria), Rodrigo Sais.
Segundo ele, desde o início da greve, 1 mil declarações de importação foram afetadas e somam um valor total de R$ 400 milhões em mercadorias. Outras 212 declarações de exportação também foram afetadas com valor total de mercadorias de R$ 80 milhões. Na exportação os produtos que têm sido mais prejudicados são madeira e granel como soja.
Na última segunda-feira, os auditores realizaram uma reunião com os profissionais do Paraná e Santa Catarina para avaliar a paralisação. Eles decidiram marcar uma data para que os chefes entreguem os cargos e pretendem mandar um documento para o Congresso Nacional para explicar os motivos da paralisação.
Foz do Iguaçu- O presidente do Unafisco de Foz do Iguaçu, Alfonso Burg, disse que as unidades da Receita dos municípios de Guaíra e Santa Helena aderiram a greve. Ontem, o pátio da Estação Aduaneira do Interior (Eadi) de Foz estava lotado com 800 caminhões. ''Muitos exportadores estão evitando enviar cargas'', disse. Segundo ele, na noite de ontem chegaram 55 caminhões do Paraguai quando o normal são 200.
Durante o dia, chegam a Eadi cerca 100 a 150 caminhões. O movimento normal é de 350 a 400 carretas. Amanhã acontece uma assembléia em Foz para avaliar os rumos do movimento.


