Justiça começa a liberar suspeitos
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 21 de outubro de 2004
Betânia Rodrigues<br> Reportagem Local 
Marcelo Alves da Silva, Mauro Fávero, Marcos Machado de Oliveira e José Domiciano, presos pela Promotoria de Investigações Criminais (PIC) com outros nove homens, terça-feira, em Londrina, já estão soltos. Eles estão envolvidos nos crimes de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e falsidade ideológica relativos ao comércio de álcool combustível na cidade. A liberdade foi concedida pela Justiça, nos últimos dois dias, após seus respectivos depoimentos.
Segundo o promotor Leonir Batisti, as informações colhidas até agora acrescentaram pouco às investigações. O motorista Arlindo Benedito de Souza é o único liberado pela PIC sem passar pela cadeia. Ele não foi preso na terça-feira porque estava viajando e, ontem, apresentou-se espontaneamente para depor.
Hoje, serão ouvidos os proprietários dos postos de combustível. Embora o período de prisão temporária termine neste final de semana, Batisti não cogitou a possibilidade de liberdade para eles. ''Tudo dependerá da necessidade de mantê-los disponíveis'', disse o promotor que ainda não fala sobre prisão preventiva. A estimativa é que o esquema tenha desviado entre R$ 200 mil e R$ 300 mil/mês de Imposto sobre Ciruclação de Mercadorias e Serviços (ICMS) apenas em Londrina.
Na Casa de Custódia, os envolvidos no escândalo estão distribuídos em duas celas e, praticamente, vêem apenas seus advogados. ''Independentemente do prazo que ficarem aqui, nos primeiros 30 dias passarão pela fase de triagem (adaptação) que restringe a visita de familiares a uma única vez'', explicou o vice-diretor da instituição, Adilson Barbosa de Souza, ao confirmar que alguns não possuem nível superior de escolaridade e continuarão separados dos demais presos enquanto durar a prisão temporária.


