Por determinação da justiça, 274 cabeças de gado mantidas na Fazenda Nova Caymã (ex-Fazenda Moema), em Tamarana, estão arrestadas até novas determinações judiciais sobre a concordata das Fazendas Reunidas Boi Gordo, que pode chegar a R$ 2 bilhões, com valores atualizados.

O rebanho é composto por novilhas, vacas, bezerros e um touro, entre sem raça definida (SRD), Simental e Limousin. A fazenda, que pertence a Antonio Carlos Andrade, ex-sócio da Boi Gordo, e também réu da ação movida contra a Boi Gordo, também já foi colocada em indisponibilidade desde o dia 13 de dezembro. A propriedade tem cerca de 8,5 milhões de metros quadrados, sendo avaliada em R$ 3 milhões.

Ontem, o oficial de justiça Rui Akaishi e o advogado que representa em Londrina a Associação dos Parceiros e Credores das Fazendas Reunidas Boi Gordo (APCBG), Cláudio César Machado Moreno, estiveram na propriedade para fazer a contagem do rebanho.


No último dia 6, uma carta precatória determinando o sequestro do gado foi expedida pelo juiz da 10 Vara Cível do Fórum Central de São Paulo, José Joaquim dos Santos, sendo o arresto autorizado, em Londrina, pelo juiz da 7 Vara Cível José Cichoki Neto, na quarta-feira passada. Mas, segundo informações do advogado da associação, no mesmo dia Cichoki determinou que fosse resguardado o direito de terceiros, já que o pecuarista Luiz Menheghel Neto comprovou ser o dono dos animais, e utilizar o pasto da fazenda, sendo considerado depositário-fiel do rebanho. Dessa forma, o gado continua arrestado, mas permanece na fazenda, sem a efetuação do sequestro.

A justiça também determinou o arresto dos bens móveis da fazenda, como silos, maquinários e móveis da sede da fazenda.

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