Juros têm maior alta em sete meses
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quinta-feira, 13 de março de 2008
Ana Luísa Westphalen<br>Agência Estado 
São Paulo - As taxas de juros das operações de crédito voltaram a ser elevadas em fevereiro, repetindo o comportamento do mês anterior. A taxa de juros média para pessoa física e para pessoa jurídica apresentaram elevação ao mês de 0,28% e 0,49%, respectivamente, na comparação com janeiro. Foram as altas mais expressivas desde julho de 2007, segundo a Pesquisa de Juros da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).
De acordo com a pesquisa, a taxa de juros média geral para pessoa física apresentou elevação de 0,02 ponto porcentual no mês (0,52 ponto porcentual no ano), correspondente a uma elevação de 0,28% no mês (0,40% em 12 meses), passando de 7,23% ao mês (131,10% ao ano) em janeiro para 7,25% ao mês (131,62% ao ano) em fevereiro.
No mês, todas as operações de crédito apresentaram elevação em sua taxa de juros média, com exceção da linha de crédito do cartão de crédito rotativo, que se manteve estável.
Segundo a Anefac, a taxa de juros média geral para pessoa jurídica apresentou elevação de 0,02 ponto porcentual no mês (0,37 ponto porcentual em doze meses), correspondente a uma elevação de 0,49% no mês (0,60% em doze meses), passando de 4,11% ao mês (62,15% ao ano) em janeiro para 4,13% ao mês (62,52% ao ano) em fevereiro. Todas as linhas de crédito pesquisadas apresentaram elevação.
Na avaliação do coordenador do estudo e vice-presidente da entidade, Miguel José Ribeiro de Oliveira, a alta do custo efetivo dos empréstimos pode ser atribuída à introdução do novo pacote fiscal para compensar o fim da CPMF, que elevou o IOF nas operações de crédito de 1,5% ao ano para 3% ao ano para pessoas físicas, além do IOF adicional de 0,38% nas operações de crédito tanto para pessoa física como para pessoa jurídica, imposto que incide diretamente nas operações de crédito.
Oliveira também não descarta a influência das incertezas externas, que causam aumento dos juros futuros, e da interrupção dos cortes na Selic, gerando expectativa de eventuais elevações por parte do Banco Central.


