Juros recuam com o dólar, apesar de PIB mais forte


Agência Estado
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As taxas de juros negociadas no mercado futuro oscilam em baixa nos negócios da manhã desta terça-feira, 3, principalmente nos vencimentos intermediários e longos, que operam alinhados à queda do dólar. O principal evento da manhã foi a divulgação dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre de 2019, que apontou crescimento de 0,6% da economia brasileiro na comparação com os três meses imediatamente anteriores.

A taxa ficou dentro do intervalo esperado pelo mercado, mas acima da mediana das estimativas colhidas pelo Projeções Broadcast, que apontavam variação positiva de 0,40%.



A aceleração do PIB mostra aquecimento da economia, o que em tese aponta para maior risco de inflação e de aumento de juros. Mas não é isso o que se observa no mercado de juros, que espera novo corte da taxa Selic na próxima semana e provavelmente uma parada em seguida, para que o Banco Central observe o ritmo da economia e das taxas inflacionárias.

A queda do dólar, em meio a um ambiente de maior apetite por risco, justifica o alívio na curva de juros, apontam operadores.

Às 9h53, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2921 tinha taxa de 4,73%, na mínima do dia, ante 4,74% do ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2023 projetava 5,90%, de 5,96%. O vencimento de janeiro de 2025 tinha taxa de 6,50%, de 6,57%. Na ponta mais longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2027 estava em 6,82%, contra 6,90% do ajuste anterior.


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