Juros passariam a ser variáveis de 9% a 12%
São Paulo - A proposta encaminhada ao BC e ao governo federal prevê novas condições de financiamento e juros para aquisição da casa própria. Pelo pacote, os juros cobrados nos financiamentos para construção ou aquisição de imóveis novos passariam dos atuais 12% ao ano para taxas a partir de 9%, para imóveis com valor de venda de até R$ 60 mil. Para unidades com valor de venda entre R$ 60 mil e R$ 100 mil, a taxa cobrada seria de 10% e, na faixa de R$ 100 mil a R$ 150 mil, de 11%. Os 12% atuais seriam mantidos para imóveis com valor de venda acima de R$ 150 mil.
O limite para os financiamentos passaria a ser de até 80% do valor do imóvel e os prazos de pagamento de até 20 anos. Já o comprometimento da renda, segundo a proposta, seria de até 25% (não incluídos no cálculo valores de seguro e taxa de gestão), cinco pontos porcentuais acima do limite em vigor. ''Hoje, para um imóvel com valor de venda de R$ 300 mil, o limite de financiamento é de R$ 150 mil'', exemplifica Simão. O sistema seria o SAC (Sistema de Amortização de Crédito), que prevê o pagamento de prestações decrescentes, e a taxa máxima de gestão para todas as operações valeria R$ 27 por mês.
As entidades propõem ainda a ampliação do valor de avaliação do imóvel para contratação de financiamento no âmbito do SFH. Pela proposta, esse valor subiria a R$ 450 mil, com limite de R$ 315 mil para valor de financiamento. ''Essa proposta começou a ser estudada após o pacote de medidas de incentivo ao mercado imobiliário, anunciado no ano passado, que resultou em uma grande concentração de recursos para o crédito habitacional entre 2005 e 2007'', conta Simão. ''Para haver demanda aos recursos disponíveis em 2005, é preciso uma adaptação dos produtos'', reitera. (AE)





