Londrina - Em 2012, a presidente Dilma Rousseff se vangloriava de que o Brasil nunca mais seria o país dos juros mais altos do mundo. De fato, naquele ano, as taxas caíram bastante. No entanto, em 2013, com a inflação já mostrando suas garras, o governo percebeu que não era bem assim e começou a elevar a taxa básica de juros, a Selic, que repercute sobre as demais. Hoje, os juros se encontram em patamar mais elevado em relação ao do início do primeiro mandato da presidente, em 2011.
Somente nos últimos 12 meses, as taxas médias para pessoas físicas subiram 40%, no caso do cheque especial, e 20% no rotativo do cartão de crédito. De acordo com as informações mais atualizadas do Banco Central, a média da primeira modalidade chegou a 241,3% ao ano e a da segunda, a 372,03%. De longe, o cartão é o pior pesadelo dos devedores. Um débito de R$ 1.000 no rotativo pode chegar a R$ 4.700 em um ano se a pessoa não pagar nenhum centavo. Também subiram bastante as taxas de crédito pessoal consignado para trabalhadores do setor privado. Há um ano, eram de 32,6% e, hoje, são de 38% (+16,5%).
O cartão de crédito parcelado subiu 11,3%, chegando a 118% ao ano. E o crédito pessoal não consignado está com uma taxa de 111,8% ao ano, depois de ter aumentado 10,3% nos últimos 12 meses.
Mais moderadamente, as outras modalidades de crédito para pessoa física também aumentaram. O crédito consignado para funcionário público está 6,8% mais caro, ainda que numa taxa bem mais camarada: 25,7%. Somente o consignado dos aposentados e pensionistas do INSS ficou praticamente estável (+0,64%), a 28,1% ao ano.

ENTRE BANCOS
As taxas de todas as linhas de crédito pessoal variam bastante de banco a banco. Segundo levantamento mais recente do Banco Central, os juros mais baixos do rotativo são os da Caixa Econômica Federal, 134,95% ao ano. E os mais altos são quase cinco vezes maior, os do Itaú, de 630,82% ao ano.
A variação nas taxas de cheque especial não é tão grande, mas ainda assim é significativa. Também nesse caso, a mais barata é da Caixa, a 198,78% ao ano. E a mais cara, a do Santander, é 87% maior: 371,18% ao ano.
A Caixa só não oferece a melhor taxa no crédito pessoal consignado para trabalhadores do setor privado. Nesta modalidade, o HSBC tem taxa de 32,29%. Já o Itaú, novamente, tem a mais cara: 47,46%.
No não consignado, os juros mais baixos são os da Caixa, a 65,93%. E os mais caros, do Bradesco, são 66% maiores, a 109,54% ao ano.

Imagem ilustrativa da imagem Juros para crédito pessoal crescem até 40% em 12 meses
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