São Paulo - A crise de confiança nos mercados tem provocado aumento nas taxas de juros e redução do prazo dos contratos. Esse movimento também já é observado no financiamento no varejo.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), Ricardo Malcon, a redução de prazos de financiamento é reflexo da queda nas vendas e da variação cambial.
O consumidor está sofrendo com a redução nos prazos de financiamento no varejo. A Casas Bahia, por exemplo, passou a oferecer descontos de até 20% nos preços de seus produtos em até seis vezes sem juros. Antes as lojas parcelavam os produtos em até dez vezes sem juros. A única exceção é para os preços dos móveis que podem ser parcelados em até 15 vezes sem juros. Nas Casas Bahia, o consumidor que parcelar compras acima de seis vezes vai pagar juros mensais que variam de 3,5% a 5%.
Além da redução dos prazos de financiamento, outra má notícia é o aumento das taxas de juros do crédito pessoal. Segundo dados da Acrefi, a taxa média de juros prefixados para crédito pessoal subiu de 5,06% para 6,12% em julho. A alta, de quase 21% no mês, interrompeu a trajetória decrescente iniciada em fevereiro nas principais modalidades do crédito ao consumidor. No segmento de veículos, a média passou de 3,01% para 3,62%, uma elevação de 20,27%.
De acordo com a Acrefi, o segmento menos afetado foi o financiamento para aquisição de outros bens, que subiu 5,77%, passando de 4,16% no final de junho para 4,40% no encerramento de julho. Malcon diz que o aumento dos juros está relacionado à variação cambial e às más notícias do mercado financeiro.

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