Brasília – A taxa de juros cobrada pelos bancos para o uso do limite do cheque especial atingiu a média de 160,18% ao ano em dezembro de 2001. Essa taxa representa uma redução de 0,3 ponto percentual em relação ao percentual de novembro, quando os juros eram de 160,46% ao ano. Porém, no ano passado, os juros do cheque especial acumularam uma alta de 7,5 pontos percentuais em relação a 2000.
O cheque especial é a forma de crédito mais cara ao cliente bancário pessoa física. No caso das pessoas jurídicas, a conta garantida, que funciona como um cheque especial das empresas, também apresenta a taxa de juros mais elevada. Em dezembro, os juros cobrados pelas operações de conta garantida somaram 63,74% ao ano, contra os 62,33% ao ano de novembro.
Para pessoas físicas sob operações de crédito pessoal, a taxa de juros incidente em dezembro foi de 84,25% ao ano, enquanto que, em novembro, era de 87,49% ao ano. Na aquisição de bens, a taxa foi de 42,06% ao ano, contra 43,98% ao ano do mês de novembro.
Taxa média – Entre todas as operações de crédito feitas pelos bancos, a taxa de juros geral cobrada atingiu a média de 60,21% ao ano em dezembro, contra os 61,93% ao ano registrados em novembro.
A diferença representa uma redução de 1,7 ponto percentual no mês. Em 2001, a taxa de juros geral subiu 7,6 pontos percentuais.
A taxa cobrada das operações concedidas a pessoas físicas em dezembro atingiu 71,82% ao ano, contra os 74,08% ao ano do mês anterior. Para as pessoas jurídicas, a taxa ficou em 43,77% ao ano, contra os 44,03% ao ano de novembro.
Spread O spread geral (diferença entre a taxa juros na captação de recursos paga pelos bancos e o juro cobrado do consumidor) nas operações de crédito atingiu em dezembro 41,64% ao ano, contra os 43,47% registrados em novembro.
Nas operações para pessoas jurídicas, o spread chegou a 25,21% ao ano, enquanto que, no mês anterior, ele era de 25,57% ao ano. Para operações de pessoas físicas, o spread cobrado chegou a 53,25% ao ano, contra os 55,62% ao ano do mês de novembro.

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