O advogado especialista em Sistema Financeiro da Habitação, Orlando Anzoategui Junior, disse que o lado positivo do aumento do prazo para pagar é a redução no valor da prestação e da renda do mutuário a ser apresentada para o banco.
''Os juros ainda são muito altos no Brasil. Deveria ser de 6% ao ano'', disse. Anzoategui Junior disse que, para habitação, 12% ao ano é um juro muito alto, já que o imóvel é a garantia da dívida. Ele lembrou que a Caixa opera com recursos sociais oriundos do FGTS e da poupança, que são ''benesses do governo federal vindas do salário dos trabalhadores e da poupança''. Segundo ele, a Caixa é o banco que tem as menores taxas de juros para imóveis para a população de baixa renda. Ele acredita que os bancos vão ser cada vez mais concorrentes e isso pode provocar a diminuição da taxa de juros.
Para ele, um dos grandes entraves é a alienação fiduciária, ou seja, o imóvel ser retirado do mutuário com três prestações atrasadas. O advogado lembrou que no Sistema Financeiro da Habitação (SFH), o imóvel ficava registrado no nome do mutuário, agora, fica no nome do banco. Para ele, também não existe um sistema de amortização bom, o menos desvantajoso seria o Sacre. (A.B.)

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