Depois do sobe-e-desce que apresentaram na primeira quinzena do mês, a perspectiva é de que agora as taxas de juro entrem numa fase de certa estabilidade.
Os técnicos do setor dizem que o aumento da taxa do overnight não vai provocar uma elevação dos juros, principalmente para as pequenas operações, como o crédito pessoal e o cheque especial. Isso porque os juros que estão sendo cobrados nessas linhas de crédito são exorbitantes e já apresentam prêmios embutidos que garantem um bom lucro para as instituições.
Segundo o matemático-financeiro José Dutra Vieira Sobrinho, o mercado estava muito inseguro, e as instituições que se precipitaram elevando suas taxas tiveram de baixar os porcentuais. O que se percebe, afirma Dutra, é que as taxas estão retomando o nível anterior à crise.
Maércio Soncine, diretor de Produtos do Sudameris, diz que o consumidor deve permanecer cauteloso. ‘‘Quem não tem urgência em fechar um negócio deve esperar a normalização do mercado, porque a tendência é que os juros voltem a cair.’’
Somente o HSBC Bamerindus optou por trabalhar com taxas que variam diariamente conforme a flutuação do mercado financeiro. Na sexta-feira, o banco trabalhou com taxas de 6,8% a 10,6% ao mês no especial e de 3,97% a 6,57% nas linhas de crédito pessoal. Nas demais instituições, as taxas do cheque especial não apresentaram alterações. O Mercantil de São Paulo-Finasa, por exemplo, continua com taxa de 11,9% ao mês e o Sudameris, de 12,9%.
O cliente que precisa levantar um empréstimo pessoal terá de arcar com taxas que estão variando entre 3,56% e 8,20% ao mês. Ao comparar as taxas, o consumidor vai perceber que é vantajoso solicitar o crédito pessoal para quitar o débito do cheque especial. Os juros dessa operação são menores e, por isso, a dívida fica mais barata.

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