São Paulo - As decisões de política monetária, aqui e nos Estados Unidos, são os dois principais eventos da agenda desta semana. Na quarta-feira, no término da última reunião do ano que começa amanhã, o Comitê de Poliítica Monetária (Copom), do Banco Central, define, de acordo com as expectativas gerais do mercado, novo aumento da taxa básica de juros. A previsão é também de elevação dos juros americanos de curto prazo, amanhã, por decisão do Comitê de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA).
O mercado doméstico está convencido de que o juro não escapa de nova elevação, mas está dividido em relação ao porcentual de aumento. Dentre os 53 analistas de mercado consultados pela Agência Estado, 48 projetam uma alta de 0,50 ponto porcentual, 4 estimam elevação de 0,25% ponto porcentual e um acredita em estabilidade.
O coordenador do Centro de Macroeconomia Aplicada da EESP-FGV, Rogério Mori, comenta que o juro tende à nova alta, embora os dados mais recentes de atividade apontem que o crescimento econômico está perdendo impulso. Essa desaceleração, explica, não reflete a alta dos juros calibrada pelo BC desde setembro, mas é consequência do alto nível alcançado pela expansão econômica.

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