Bra­sí­lia - Os ju­ros ban­cá­rios re­cua­ram em de­zem­bro, ­após se­te me­ses de al­ta, de acor­do com o re­la­tó­rio de cré­di­to do Ban­co Cen­tral di­vul­ga­do on­tem. Hou­ve au­men­to, no en­tan­to, no ‘‘­spread’’ ban­cá­rio, nos ín­di­ces de ina­dim­plên­cia e em al­gu­mas li­nhas de cré­di­to, co­mo o che­que es­pe­cial.
  A ta­xa mé­dia ge­ral ­caiu de 44% pa­ra 43,2% ao ano. Pa­ra o con­su­mi­dor, os ju­ros re­cua­ram me­nos, de 58,2% pa­ra 58% ao ano. Pa­ra as em­pre­sas, de 31,3% pa­ra 30,7% ao ano.
  A pe­que­na que­da na ta­xa ge­ral da pes­soa fí­si­ca se de­ve ao ju­ro me­nor na aqui­si­ção de veí­cu­los, que pas­sou de 37,7% pa­ra 36,5% ao ano. Nas ou­tras li­nhas hou­ve al­ta de ju­ros.
  No che­que es­pe­cial, por exem­plo, a ta­xa su­biu de 174,7% pa­ra 174,9% ao ano. É ­maior ta­xa des­de ju­nho de 2003, quan­do es­ta­va em 176,9% ao ano. O re­cor­de his­tó­ri­co ain­da é de 294% ao ano, re­gis­tra­do em ju­lho de 1994. No em­prés­ti­mo pes­soal, a ta­xa su­biu de 59,9% pa­ra 60,4% ao ano.
  Ape­sar da que­da dos ju­ros, hou­ve au­men­to do ­spread ban­cá­rio, a di­fe­ren­ça en­tre a ta­xa de cap­ta­ção dos ban­cos e os ju­ros co­bra­dos nos em­prés­ti­mos. O ­spread pas­sou de 43,1 pon­tos per­cen­tuais pa­ra 45,1 pon­tos, na pes­soa fí­si­ca, e fi­cou es­tá­vel em 18,3 pon­tos pa­ra as em­pre­sas. O ­spread ge­ral (PF + PJ) su­biu de 30,1 pa­ra 30,6 pon­tos.
  O pre­si­den­te do Ban­co Cen­tral, Hen­ri­que Mei­rel­les, vem di­zen­do que a cul­pa dos ju­ros al­tos ho­je no Bra­sil é dos ban­cos, que au­men­ta­ram o ­spread ban­cá­rio, mes­mo de­pois que a ta­xa bá­si­ca de ju­ros dei­xou de su­bir. Na se­ma­na pas­sa­da, de­pois de se reu­nir com Mei­rel­les, o pre­si­den­te Lu­la or­de­nou aos ban­cos pú­bli­cos que cor­tem as ­suas ta­xas.
  A ina­dim­plên­cia tam­bém su­biu, pe­lo quar­to mês se­gui­do, e pas­sou de 4% em se­tem­bro pa­ra 4,4% em de­zem­bro. No mes­mo pe­río­do, a ta­xa pa­ra pes­soa fí­si­ca pas­sou de 7,3% pa­ra 8,1%.

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