Juros básicos podem cair ainda mais, segundo Copom
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quinta-feira, 15 de março de 2012
Folhapress 
São Paulo - A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (que reduziu a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual, para 9,75% ao ano) aponta para uma ''elevada probabilidade'' à concretização da taxa básica de juros se deslocar e se estabilizar no patamar ''ligeiramente acima dos mínimos históricos'', registrada em 2009, quando a Selic chegou a 8,75%.
O documento também afirma que a desaceleração da economia brasileira no segundo semestre e o cenário adverso da economia mundial foram uns dos motivos do aumento no ritmo de baixa dos juros - que vinha caindo a 0,5 ponto percentual. Além disso, outros dois fatores que influenciaram a decisão foram a valorização do real e a inflação brasileira.
''A maioria (dos componentes do comitê) argumenta que desenvolvimento (do cenário econômico mundial e doméstico) recomendou, neste momento, para redistribuição temporal do ajuste total das condições monetárias como a estratégia mais apropriada.'' Dos sete membros do comitê, cinco votaram pela queda mais acentuada dos juros.
''O comitê nota também que, no cenário central com que trabalha, a taxa de inflação posiciona-se em torno da meta em 2012, e são decrescentes os riscos à concretização de um cenário em que a inflação convirja tempestivamente para o valor central da meta.''
Segundo o documento, em síntese, o conjunto de informações disponíveis sugere tendência declinante da inflação acumulada em 12 meses, ''apesar de alguma persistência, que, em parte, reflete o fato de a inflação de serviços ainda seguir em níveis elevados''.
O Copom informou que houve redução de risco em consequência do cumprimento da meta de inflação, da estabilidade macroeconômica e de avanços institucionais. ''O processo de redução dos juros foi favorecido por mudanças na estrutura dos mercados financeiros e de capitais, pelo aprofundamento do mercado de crédito bem como pela geração de superavits primários consistentes com a manutenção de tendência decrescente para a relação entre dívida pública e PIB.''



