Juros bancários têm queda discreta
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sábado, 10 de dezembro de 2005
Flavio Leonel<br>Agência Estado 
São Paulo - Levantamento divulgado ontem pela Fundação Procon-SP mostra que as taxas de juros bancários tiveram ligeiro declínio em dezembro. De acordo com a pesquisa, realizada no dia 2 com dez instituições financeiras, a taxa média de empréstimo pessoal foi de 5,44% ao mês (88,87% ao ano), o que representou recuo de 0,01 ponto porcentual, sobre novembro. A taxa média de cheque especial permaneceu inalterada em 8,31% ao mês (160,54% ao ano), sendo que, sem o arredondamento de casas decimais, foi de 8,307% ao mês ante a taxa de 8,311% de novembro.
Conforme análise do Procon-SP, não foram observadas alterações importantes nas taxas de juros, ''apenas uma discreta queda que, no caso do cheque especial, nem sequer foi sentida na apuração da taxa média''. Os técnicos da Fundação Procon-SP observaram que, em virtude da possibilidade de variação da taxa do empréstimo pessoal pelo prazo do contrato, foi estipulado o período de 12 meses como base, já que todos os bancos pesquisados trabalham com este prazo. Os dados coletados referem-se a taxas máximas prefixadas para clientes não-preferenciais, sendo que, para o cheque especial, foi considerado o período de 30 dias.
Em dezembro de 2005, numa repetição do que aconteceu em novembro e outubro, a maior taxa de cheque especial foi cobrada pelos bancos Itaú, Banespa e Santander (8,50% ao mês) e a menor foi verificada na Caixa Econômica Federal (7,95% ao mês). Nenhuma elevação foi constatada nesta modalidade e apenas o Bradesco promoveu redução, de 8,27% para 8,23% ao mês, o que representou decréscimo de 0,04 pp e variação negativa de 0,48%, em relação à taxa de novembro.
Na pesquisa de juros de empréstimo pessoal, também houve repetição dos números de meses anteriores, com o Itaú novamente como instituição com a taxa mais expressiva (5,95% ao mês) e a Nossa Caixa com a mais baixa (4,25% ao mês). Nesta modalidade, duas instituições promoveram queda nas taxas e uma optou pela elevação.
O HSBC alterou de 5,04% para 4,99% ao mês (diminuição de 0,05 pp e variação de -0,99%) e o Bradesco modificou de 5,81% para 5,77% ao mês (-0,04 pp e variação negativa de 0,69%). A Caixa Econômica Federal elevou de 5,22% para 5,24% ao mês, o que representou acréscimo de 0,02 pp e variação de 0,38%. As instituições pesquisadas pela Fundação Procon-SP em dezembro de 2005 foram o HSBC, Banespa, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú, Santander, Nossa Caixa, Real e Unibanco.


