São Paulo - As taxas de juros bancários começaram o mês de julho praticamente estáveis, mas permaneceram em níveis elevados, próximos aos de novembro de 2003, de acordo com pesquisa divulgada ontem pela Fundação Procon-SP. No levantamento, realizado entre os dias 4 e 5 com dez instituições financeiras, a taxa média de cheque especial atingiu 8,29% ao mês, o que representou pequeno aumento de 0,02 ponto porcentual ante junho. Quanto aos juros de empréstimo pessoal, a taxa média foi de 5,43% ao mês, o que significou ligeiro acréscimo de 0,01 ponto porcentual sobre o período anterior.
Segundo análise do Procon-SP, que é vinculado à Secretaria da Justiça e de Defesa da Cidadania do Governo do Estado de São Paulo, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, de manter a taxa básica de juros em 19,75% ao ano na reunião ordinária de junho, é um dos prováveis motivos da variação pouco expressiva nos juros bancários no mês seguinte. O órgão ressalta, no entanto, que o cenário atual ainda não deve encorajar o consumidor para a contratação de crédito.
Na pesquisa, as taxas de cheque especial e de empréstimo pessoal equivalentes ao ano, em julho, foram de 160,14% e 88,53%. A maior taxa de cheque especial do mês foi cobrada pelo banco Itaú (8,50%) e a menor foi verificada na Caixa Econômica Federal (7,95%). Nenhuma queda foi constatada nesta modalidade e três instituições promoveram aumento. O HSBC alterou de 8,37 % para 8,47% ao mês, o que representou acréscimo de 0,10 ponto porcentual e variação positiva de 1,19% em relação à taxa de junho. Banespa e Santander modificaram de 8,35% para 8,40% ao mês, o que significou elevação de 0,05 ponto porcentual e variação de 0,60%.
Em relação ao empréstimo pessoal, o Itaú também apareceu como instituição com a taxa mensal mais expressiva (5,95%) e a Nossa Caixa apresentou a mais baixa (4,25%). Nesta modalidade, um banco promoveu redução na taxa e dois optaram pelo aumento.
No Itaú, onde a taxa estava em 5,85% ao mês em junho, o acréscimo foi de 0,10 ponto porcentual e a variação, de 1,71% em julho. Já o Bradesco elevou de 5,83% para 5,87% ao mês (alta de 0,04 ponto porcentual e variação de 0,69%). A única queda constatada foi na taxa de empréstimo pesso al do HSBC, de 5,16% para 5,12% ao mês, o que representou decréscimo de 0,04 ponto porcentual e variação negativa de 0,78%, na comparação com a taxa de junho.
As instituições pesquisadas pela Fundação Procon-SP em julho de 2005 foram o HSBC, Banespa, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú, Santander, Nossa Caixa, Real e Unibanco. Os técnicos salientaram que, em virtude da possibilidade de var iação da taxa do empréstimo pessoal pelo prazo do contrato, foi estipulado o período de 12 meses como base, já que todos os bancos pesquisados trabalham com este prazo. Os dados coletados referem-se a taxas máximas prefixadas para clientes não-preferenciais, sendo que, para o cheque especial, foi considerado o período de 30 dias.

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