Juros ao consumidor caem, apesar da Selic estável
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sexta-feira, 13 de agosto de 2004
Marcelo Rehder<br>Agência Estado 
São Paulo - A taxa média de juros cobrada nos financiamentos ao consumidor e empresas apresentou ligeira queda no mês passado, apesar da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a taxa básica (Selic) inalterada em 16% ao ano desde abril.
Pesquisa divulgada esta semana pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) indica que a taxa média mensal dos empréstimos para pessoa física passou de 7,73% em junho para 7,71% em julho. Nas operações de crédito para pessoa jurídica, a taxa média recuou de 4,56% ao mês para 4,50%.
A taxa dos empréstimos caiu porque o ambiente econômico melhorou e os bancos, financeiras e lojas perceberam que o risco deverá ser menor, observa Miguel Ribeiro de Oliveira , vice-presidente da Anefac e coordenador da pesquisa. ''A taxa de juros tem dois componentes, custo e expectativa. A queda em julho foi provocada pela melhora nas expectativas, já que o custo do dinheiro não foi alterado'', diz Oliveira.
Uma única linha de crédito apresentou elevação de juros no mês passado: o empréstimo pessoal dos bancos, cuja demanda foi a que mais cresceu este ano. As pessoas têm usado o empréstimo pessoal, que tem uma das taxas mais baixas, para pagar outras dividas de financiamentos mais caros. Em julho, a taxa média cobrada nessa modalidade subiu para 6,09% ao mês, ante 5,98% em junho. Não há uma explicação técnica para esse aumento. Aparentemente, com a demanda maior por esses empréstimos, os bancos subiram a taxa para compensar a redução em outras modalidades com juros mais altos.
O corte foi maior na taxa média mensal do crédito direto ao consumidor (CDC), que caiu de 3,74% para 3,62%. No cheque especial, a taxa passou de 8,28% para 8,26% ao mês e no cartão de crédito, de 10,12% para 10,11%. No comércio, a taxa média ficou em 6,01% ao mês , contra 6,04% em junho. Para pessoa jurídica, os empréstimos para capital de giro, desconto de duplicata e desconto de cheque tiveram reduções.


