Juros agrícolas ficam entre 9% e 10%
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segunda-feira, 19 de maio de 1997
Mariângela Herédia Agência Estado 
BRASÍLIA - As taxas de juros dos financiamentos da safra 1997/98 deverão ficar entre 9% e 10%, informou ontem o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Guilherme Dias. O volume total de recursos para o crédito rural na safra, que começa a ser plantada em julho, deverá ficar entre R$ 7 e R$ 8 bilhões.
Guilherme Dias defendeu também pequenos aumentos nos preços mínimos para que eles não fiquem tão defasados em relação ao mercado. O preço mínimo tem de ficar abaixo das expectativas do mercado, mas não pode se tornar inócuo, avaliou o secretário. Ele observou que, em algumas regiões, o preço mínimo ainda tem um papel estratégico de sinalização de preços, para que o produtor não fique nas mãos dos atravessadores.
Existem pontos divergentes dentro do governo sobre as novas regras da safra e considera difícil conseguir um consenso para que o voto com os ajustes na política agrícola sejam aprovados na reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), na próxima quinta-feira.
Regras Guilherme Dias explicou que, embora tecnicamente a definição das novas regras da safra possa ficar para junho, o governo trabalha com a idéia de acelerar as definições para que os bancos possam utilizar os recursos disponíveis para o crédito rural. Tem muito dinheiro nos bancos à espera da definição das regras da safra, afirmou.
Com a cobrança da CPMF, aumentou o volume de recursos das exigibilidades bancárias (parcela de 25% dos depósitos à vista que deve ser aplicada no crédito rural) e o governo espera que o dinheiro seja usado para financiar a compra de insumos, como fertilizantes, por exemplo. Além da ajuda da CPMF, o governo trabalha com outros instrumentos para o financiamento da safra, como os recursos externos da resolução 2.148 e a possibilidade de novos recursos da poupança rural.


