O dia não foi de um único setor na Bovespa. Pelo menos três tiveram motivo forte para subir: elétrico, siderúrgico e petrolífero. Por isso, apesar do feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, a Bovespa fechou ontem com alta de 1,76%, ainda que o volume financeiro tenha sido prejudicado pelo não funcionamento da Bolsa americana.
A notícia que movimentou a siderurgia mundial veio de Paris. Os conselhos de administração da Usinor S/A, Aceralia Corporation Siderurgica e Arbed S/A aprovaram os novos termos da fusão das empresas. A Usinor, que controla a brasileira Acesita, ficará com participação de 53,8%. A Arbed, controladora da Belgo Mineira, terá 23,9%. Acesita PN foi a maior alta do Ibovespa, com um salto de 8,62%. Belgo Mineira PN subiu 4,94%.
A flexibilização das metas de racionamento, anunciada pela Câmara de Gestão da Crise de Energia, impulsionou as ações do setor elétrico na Bolsa. Sobre o setor petrolífero, houve uma boa notícia para a Petrobras. Os contratos futuros de petróleo Brent fecharam em alta acentuada na International Petroleum Exchange (IPE), em Londres. Subiram para US$ 19,85 o barril.

O feriado nos Estados Unidos não impediu que o mercado cambial doméstico movimentasse um volume financeiro significativo. No mercado à vista, o giro somou US$ 1,347 bilhão, acima do saldo de US$ 1,301 bilhão registrado anteontem. A cotação do dólar comercial teve fraca oscilação de 0,43% e fechou na mínima do dia, de R$ 2,5340, queda de 0,39%. No mercado à vista de câmbio, o dólar comercial oscilou entre a mínima de fechamento (R$ 2,534) e a máxima de R$ 2,545, alta de 0,04%. Fechou com queda de 0,39%, a R$ 2,534.

A nova Selic, nos mesmos velhos 19% ao ano, foi recebida sem emoção pelo mercado de juros. O mercado de juros futuros fez apenas um pequeno ajuste para cima nas taxas.

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