Juro não cai na ponta do consumo
Agência Estado
De São Paulo
As taxas de juros cobradas do consumidor no crédito continuam estacionadas em níveis elevados e a expectativa dos economistas é que o ritmo de queda permaneça lento. Segundo o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Contabilidade e Administração (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, os bancos só devem promover quedas mais acentuadas em suas taxas quando o consumidor mudar sua atitude no momento de contratar um empréstimo.
Atualmente, ainda existe uma parcela expressiva de consumidores que contratam empréstimos sem ao menos perguntar qual será a taxa a ser cobrada. Ele afirma que os bancos só devem reduzir os juros para níveis mais razoáveis quando perceberem que estão perdendo clientes por conta do juro alto.
A intenção do Banco Central de reduzir os juros, anunciada na semana passada, corre o risco de malograr. Segundo o economista, o governo tomou como verdadeiro o argumento dos bancos de que a inadimplência é o fator que mais dificulta uma redução mais acentuada dos juros. De acordo com ele, o nível de inadimplência vem caindo e nem por isso se percebeu um recuo mais forte das taxas.
Ele lembra que, depois de alcançar o pico de 45% ao ano, em março, o juro básico da economia teve uma variação de 57%, despencando para 19,5%, enquanto as taxas do consumidor recuaram apenas 15%. Hoje, o juro mensal médio do cheque especial está em 11,77%; do cartão de crédito, em 11,92%; e do CDC, em 7,32%.





