O mercado de juros ajustou suas taxas à luz da nova Selic de 16,5%, depois do corte de 0,5 ponto porcentual decidido anteontem à noite. As instituições financeiras corroboraram com a decisão do Copom e reduziram suas estimativas de juros no mercado futuro.
No entanto, estes não caíram tanto quanto se poderia esperar após essa redução da Selic, conforme reconheceram vários operadores. Para muitos, a decisão do Copom de retirar o viés (que antes era de baixa) foi o freio que impediu quedas maiores, especialmente para os negócios de prazos mais longos. Para outros, o mercado ainda mantém um pé atrás por conta do cenário político – leia-se caso Eduardo Jorge – ainda que o Copom tenha apenas considerado o cenário econômico em sua decisão.
Ao contrário do que se poderia esperar no dia seguinte à redução dos juros promovida pelo Copom, o dólar não fechou em alta ontem. A moeda norte-americana encerrou o dia em baixa de 0,33%, sendo negociada a R$ 1,7980.
A Bovespa reagiu em alta à redução da Selic para 16,5%, contando com a ajuda de Nova York e a compra pesada de Petrobras por um investidor estrangeiro. O índice da carteira teórica paulista subiu 1,63%.
Nova York também ajudou a compor um cenário mais róseo ontem. O testemunho do presidente do Fed, Alan Greenspan, ao Congresso norte-americano, foi bem menos assustador ontem. Bastou isso para o índice Dow Jones disparar 1,38% e o Nasdaq Composite avançar 3,18%.

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