Juro elevado leva à inadimplência
Quitar todas as dívidas e começar o ano com as contas em dia são as principais recomendações dos analistas para os recursos do 13º salário. Em todas as modalidades de crédito cheque especial, crédito pessoal e cartão de crédito , as taxas são superiores ao que o investidor pode conseguir em aplicações vinculadas às taxas de juros.
No cheque especial, por exemplo, a taxa média mensal está em 8,86%, segundo a pesquisa de taxas de juros realizada em novembro pelo Procon-SP. Para o empréstimo pessoal, a taxa média mensal apurada na pesquisa foi de 5,87% .
As taxas são bem superiores ao rendimento registrado pelos fundos referenciados DI (pós-fixados) e pelos fundos de renda fixa (prefixada). No mês de outubro, de acordo com dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), essas carteiras renderam 0,78% e 1,59%, respectivamente. Ou seja, colocar dinheiro em um fundo de investimento e postergar o pagamento de uma dívida não trará qualquer vantagem financeira para o investidor.
Vale destacar que saldo negativo no banco, com pagamento apenas dos juros mensais, ou o pagamento do cartão de crédito pelo valor mínimo da fatura geralmente levam o correntista à inadimplência. Isso porque os juros são extremamente elevados e, sem uma redução periódica dessa dívida, será muito difícil ao consumidor chegar ao pagamento total dos débitos.
A recomendação, portanto, é que os recursos do 13º salário sejam usados para esse fim. Como trata-se de um volume de recursos que não faz parte do dinheiro usado mensalmente para o pagamento das dívidas relacionadas no orçamento doméstico, o valor recebido nessa época do ano poderia ser empregado para sair do vermelho, sem comprometimento do orçamento.





