Juro do empréstimo pessoal é o mais alto desde 1999
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Ana Luísa Westphalen<br> Agência Estado 
São Paulo - As instituições financeiras continuam apertando o crédito e a taxa de juros para empréstimo pessoal em dezembro já é a mais elevada desde 1999. De acordo com pesquisa da Fundação Procon de São Paulo (Procon-SP) divulgada ontem, a taxa média cobrada pelos principais bancos para a modalidade ficou em 6,25% ao mês (107,06% ao ano), igualando-se à marca registrada em abril de 1999 e representando a maior taxa média desde março do mesmo ano, quando os juros eram de 6,77% ao mês. Em relação a novembro, a alta corresponde a 0,10 ponto porcentual.
No caso do cheque especial, os juros médios ficaram em 9,33% ao mês (191,75% ao ano), a maior taxa desde junho de 2003, quando os bancos cobravam 9,43%. Na comparação com o mês anterior, o acréscimo foi de 0,09 ponto porcentual.
Dos dez bancos pesquisados, dois elevaram a taxa do empréstimo pessoal em dezembro e um reduziu, enquanto três instituições aumentaram os juros do cheque especial. Os demais mantiveram as taxas.
Em 2008, comparando os meses de janeiro e dezembro, a taxa média do cheque especial apresentou maior alta, com acréscimo de 1,12 ponto percentual. No caso do empréstimo pessoal, a elevação correspondeu a 0,89 ponto porcentual.
A pesquisa de juros para pessoa física do Procon-SP considerou as taxas do Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, ABN Real, Safra, Santander e Unibanco no dia 2 de dezembro. Para o levantamento, foi estipulado o período contratual de 12 meses. Os dados coletados referem-se a taxas máximas prefixadas para clientes não preferenciais. Para o cheque especial, foi considerado o período de 30 dias.
Dólar
O Brasil registrou a saída de US$ 1,081 bilhão na primeira semana de dezembro na conta financeira do fluxo cambial. O número, divulgado ontem pelo Banco Central, é a diferença entre os dólares que entraram e os que saíram do país nos cinco primeiros dias úteis do mês, excluindo as operações de comércio exterior.
A saída de dólares na conta financeira foi compensada por uma entrada de US$ 1,088 bilhão no comércio exterior (diferença entre exportações e importações). Com isso, o fluxo cambial do período (a diferença entre os dois números) ficou positivo em US$ 7 milhões.
Os números representam uma melhora em relação ao resultado de novembro, quando o país registrou uma saída de US$ 7,159 bilhões no fluxo cambial. Foi o pior resultado desde janeiro de 1999, mês da maxidesvalorização do real, quando o Brasil abandonou o sistema de câmbio fixo. Na época, o fluxo ficou negativo em US$ 8,587 bilhões.


