Agência Estado
De São Paulo
O diretor de Política Econômica do Banco Central, Sérgio Werlang, prevê que o pacote de medidas para baratear o crédito deve fazer com que a taxa média de juros cobrada no cheque especial baixe de 9% para 6,8% ao mês até o final do próximo ano. Esse é o cenário mais pessimista do governo. Segundo ele, o corte pode ser muito maior, pois os primeiros efeitos das reduções sobre os compulsórios adotadas no mês passado já foram constatados.
Um estudo do Banco Central mostra que a diferença entre a taxa de captação e de empréstimo nas operações de capital de giro caiu três pontos percentuais nos últimos 16 dias. Nas taxas de desconto de duplicada a queda foi de quase cinco pontos percentuais. A taxa das operações de crédito pessoal chegou a baixar sete pontos.
Uma nova redução nos compulsórios sobre os depósitos à vista não está descartada pela equipe econômica. Werlang revelou que o governo quer primeiro avaliar a eficácia da medida e verificar se os bancos estão repassando aos clientes os ganhos. O diretor revelou também que o governo estuda enviar ao Congresso um projeto de lei definindo que os créditos com garantias sejam pagos antes do que os passivos trabalhistas e as dívidas com a Receita Federal nos casos de falência.
CaixaA Caixa Econômica Federal anunciou ontem a redução das taxas de juros de algumas de suas linhas de crédito. De acordo com comunicado divulgado pela instituição, o juro do crédito pessoal cairá de 4,90% para 4,65% a partir de segunda-feira. Também os juros dos empréstimos para compra de bens de consumo duráveis por pessoa física caem de 4,65% para 4 50%; os das linhas para compra de bens de consumo duráveis por pessoa jurídica caem de 4,30% para 3,9%. A taxa do cheque especial pessoa física cai de 8,5% para 8,2%; no caso de cheque especial para pessoa física do convênio Caixa do Trabalhador, a taxa cai de 6,70% para 6,50%. O juro para desconto de duplicata será reduzido de 4,10% para 3,90%.

mockup