Juro do cheque especial já está mais caro
Com as taxas mais altas do cheque especial, o correntista que está operando no vermelho deve quitar o saldo devedor, antes que sua dívida fique mais cara e impossível de ser administrada. Isso porque, as taxas mais elevadas vão comprometendo cada vez mais o orçamento do correntista, dificultando o acerto do débito.
Durante esta semana, provavelmente, um número maior de instituições estará alterando suas taxas. Segundo Hugo Dantas, diretor-executivo do Banco do Brasil, as instituições acabam deixando os juros do especial num nível mais elevado como garantia contra a inadimplência.
Por isso, o cliente deve livrar-se do peso do cheque especial rapidamente. No mercado, há formas de trocar essa dívida, que é mais cara, por uma dívida mais barata, ou seja, que é corrigida por taxa de juro mais baixa. Vale a pena, por exemplo, levantar um financiamento pelo crédito pessoal para zerar o saldo do cheque especial ou vender o carro pelo sistema troca com troco, em que parte da venda é embolsada pelo consumidor, e pode ser usada na cobertura de dívidas.
Na sexta-feira, o Banco do Brasil foi uma das instituições que reajustaram a taxa do especial. O juro mínimo, que era de 6,90% ao mês, foi para 11%. O juro máximo, que estava em 7,90%, foi alterado para 12% ao mês.
A Caixa Econômica Federal também apresentou alta na semana passada. A taxa estava entre 6,60% a 7,70% e foi reajustada para 9,50% a 11% ao mês.
O intervalo dos juros do cheque especial da Nossa Caixa Nosso Banco aumentou de 5,70% a 8,45% ao mês para 8,95%.
O diretor de Produtos do Sudameris, Maércio Soncine, afirma que nesta semana o banco mudará as taxas do cheque dos seus clientes. Na sexta-feira a taxa fechou em 11,90%, mas deve chegar à casa dos 13%. Soncine acredita também que as empresas ainda estão cautelosas em alterar os juros porque sabem que prestação mais cara aumenta a inadimplência.
Já Dantas explica que, com a crise, só quem estiver trabalhando com taxas mais elevadas é que irá suportar a situação do País com menos prejuízo por mais tempo. Com isso, as taxas mais baixas não terão como não ser reajustadas.





