Juro do cheque especial caiu em julho
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terça-feira, 29 de agosto de 2000
Agência Estado De Brasília 
A queda de 15% na taxa de juros do cheque especial em julho, enquanto todos os demais tipos de crédito destinados às pessoas físicas apresentaram pequena elevação no mês, fez com que a taxa de juros geral caísse 2,5% . Os dados, divulgados ontem pelo Banco Central, mostram queda generalizada da taxa de juros para os empréstimos para pessoas jurídicas. A exceção ficou por conta do desconto de promissórias, cuja taxa subiu 2,3% em julho.
Segundo o diretor de Política Monetária do Banco Central, Luiz Fernando Figueiredo, o aumento da taxa de juros no crédito pessoal em geral, bem como na aquisição de bens, veículos e outros, não significa uma inversão da tendência de baixa. Um único mês não é significativo para a análise, disse o diretor, lembrando que julho é um mês atípico, uma vez que a maioria das famílias aproveitam as férias escolares para também entrarem de férias.
Para Figueiredo a tendência continua sendo a de queda nas taxas. Ele garantiu que as taxas de juros finais para os clientes em geral vêm caindo bem mais do que a taxa de juros básica da economia, embora ainda estejam em patamares excessivamente elevados. Para o diretor do BC, num processo de expansão do volume de créditos, que vem se verificando especialmente nos empréstimos destinados às pessoas físicas, esse tipo de acomodação é normal.
Outro fator que, segundo o diretor, pode ter afetado a elevação das taxas dos empréstimos para as pessoas físicas o crédito pessoal subiu 1,2% no mês com relação a junho, a aquisição de bens e veículos 0,3% e outros, como aquisição de eletroeletrônicos 1,9% foi o aumento da inadimplência. Pela primeira vez o BC divulgou o porcentual de atraso, acima de 90 dias, no pagamento das operações de crédito prefixadas. Em todas as operações destinadas às pessoas físicas a inadimplência subiu um pouco. No crédito pessoal a inadimplência passou de 3,48% em junho para 3,80% em julho, de 2,28% para 2,35% no financiamento de veículos e de 7,12% para 8,39% na aquisição de outros bens.
Já o volume total das operações de crédito livremente negociado pelos bancos com seus clientes apresentou ligeira redução de 0,2% de junho para julho, passando de R$ 127,990 bilhões para R$ 127,719 bilhões. O volume de crédito destinado às pessoas jurídicas foi quem puxou esse patamar para baixo, uma vez que o volume de crédito destinado às pessoas físicas cresceu 0,8% em julho, passando de R$ 42,446 bilhões em junho para R$ 42 802 bilhões em julho.
Em julho último a maior expansão do crédito se deu no financiamento de veículos automotores. Os recursos destinados a esse tipo de crédito subiram de R$ 8,311 bilhões para R$ 9,259 bilhões, um crescimento de 11,4% no mês. Também cresceu bastante a aquisição de bens em geral. Estas operações somavam R$ 10,449 bilhões em junho e passaram para R$ 11,499 bilhões em julho.


