Juro do cheque especial cai, mas ainda é abusivo
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quinta-feira, 13 de maio de 1999
Agência Estado 
A taxa média cobrada pelos bancos no cheque especial foi de 10,99% ao mês em maio, com redução de 0,07 ponto percentual em relação à abril (11,06%, segundo pesquisa do Procon-SP em quatro instituições financeiras da cidade de São Paulo). O levantamento também registrou que a taxa média do empréstimo pessoal caiu 0,36 ponto percentual, de 6,25% em abril para 5,89% em maio. A pesquisa foi feita nos dias 6 e 7 de maio, conforme relatório divulgado ontem pelo Procon.
Os técnicos do Procon avaliam que apesar da queda, as taxas de juros médias tanto para o cheque especial quanto para o empréstimo pessoal continuam elevadas. Por isso, recomendam que o consumidor evite o seu uso. No caso de necessidade pode valer mais a pena optar por retirada de quantias de aplicações financeiras, mesmo perdendo os rendimentos mensais, que são inferiores às taxas de juros bancários, argumentam.
No caso do cheque especial, a maior taxa mensal apurada foi a do Banco Real (13,40%). A menor (8,95%), foi da Nossa Caixa Nosso Banco. As três quedas para esta modalidade foram constatadas no Santander Noroeste, BCN e Banespa. O Santander Noroeste alterou a taxa mensal de 11,95% para 11,50% (decréscimo de 0,45 pontos percentuais, representando variação de -3,77% em relação à taxa de abril). O BCN modificou a taxa de 12,20% para 11,85% ao mês (redução de 0,35 pontos percentuais, significando variação de -2,87%). Já o Banespa reduziu de 10,50% para 10,20% a taxa mensal (variação de -2,86% com decréscimo de 0,30 pontos percentuais). Nas demais instituições essa taxa não sofreu alteração.
Com relação ao empréstimo pessoal, a pesquisa aponta que a maior taxa mensal entre os bancos pesquisados ficou por conta daquela praticada pelo Itaú (6,90%) enquanto a menor (4,50%) foi a do Bandeirantes. As três maiores quedas apontadas pelo levantamento foram: no Banespa, que alterou a taxa de 7,10% para 4,80% ao mês (redução de 2,30 pontos percentuais, representando variação de -32,39% em relação à abril); no Bandeirantes, que a alterou de 5,50% para 4,50% ao mês (decréscimo de 1,00 ponto percentual, implicando em variação de -18,18%); no Santander Noroeste, que a reduziu de 7,105 para 6,59% ao mês (decréscimo de 0,51 pontos percentuais, representando variação de -7,18%). Quinze bancos fizeram parte da pesquisa.


