Juro depende do ajuste, diz Parente
O ministro interino da Fazenda, Pedro Parente, disse que as taxas de juros vão cair na velocidade da aprovação do pacote de ajuste fiscal pelo Congresso. O nosso desejo é uma redução considerável das taxas de juros. Esse é o desejo da equipe econômica. As condições para isso acontecem na mesma proporção da aprovação do ajuste.
O porta-voz da Presidência, Sergio Amaral, reforçou: o presidente, disse, espera que as taxas de juros desçam o mais rápido possível, mas isso depende do avanço do programa fiscal. Parente avaliou que 65% a 70% do esforço fiscal proposto para o próximo ano, algo entre R$ 18 bilhões e R$ 20 bilhões de um total de R$ 28 bilhões, já foi aprovado pelo Congresso.
Entendo que haja uma preocupação do mercado com o comportamento dos parlamentares em relação à tramitação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). Temos a absoluta consciência das metas que foram estabelecidas por nós. É um compromisso de governo com o FMI (Fundo Monetário Internacional), afirmou.
Hoje, haverá uma nova decisão do governo sobre o nível das taxas de juros na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central). A expectativa do mercado é uma postura mais conservadora por parte do BC, em razão do pessimismo que persiste no mercado.
A corretora Merrill Lynch, por exemplo, previu em seu boletim de ontem que o governo provavelmente não conseguirá cumprir as metas fiscais acertadas com o FMI. No mesmo raciocínio, concluiu que a queda dos juros será lenta. Analistas de mercado mantêm expectativas conservadoras sobre a queda de juros prevista para reunião de hoje do Copom. O economista Alexandre Ázara, do BBA Creditanstalt, afirma que o comitê deverá ficar a Taxa Básica do BC em 29% anuais.





