Juro continua alto para crédito pessoal
PUBLICAÇÃO
domingo, 31 de agosto de 1997
Agência Estado São Paulo 
As taxas de juro cobradas no crédito pessoal, no cartão de crédito e no cheque especial permanecem estáveis neste início de setembro. Mas o consumidor deve evitar o uso dessas linhas de crédito. Isso porque, apesar de estabilizados, os juros continuam salgados para o bolso do consumidor. Ainda mais quando comparados com a inflação, que vem oscilando em torno de zero a cada mês.
No crédito pessoal, as duas maiores taxas estão sendo cobradas pelo Banco Mercantil de São Paulo-Finasa e pelo Unibanco. Nessas instituições, o consumidor paga juro mensal de 6,9% e de 6,5%, respectivamente. A menor taxa é a do Banco Itaú, 3,5%.
No cartão de crédito, além das elevadas taxas de juro, o consumidor precisa bancar ainda multa de 2% por atraso no pagamento da fatura cobrada pela maioria das administradoras.
O juro mais alto do cartão de crédito é de 12,6%, cobrado pela American Express. Em seguida vêm a Sollo, que cobra juro mensal de 12,1%, e o Bradesco, que cobra 12%. A taxa mais baixa, 6%, é a do BancoCidade.
O consumidor terá de pagar encargos altos também no estouro do cheque especial. A taxa mais elevada é a do Unibanco, 13,8%. No Banco de Boston, o juro mensal é de 11,5%; no BFB Personalité, de 10%; no Banco Mercantil de São Paulo-Finasa, de 9,9%. A Caixa Econômica Federal (CEF) cobra a menor taxa de juros no cheque especial: 7,6% ao mês.


