Juro cai, mas ainda supera 70% ao ano
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segunda-feira, 19 de junho de 2000
Agência Folha De São Paulo 
A taxa média de juros utilizada pelos bancos nos empréstimos para pessoas físicas caiu mais 3,7 pontos percentuais em maio em relação a abril, chegando a 74,1% ao ano. Essa taxa média, porém, está longe da praticada em países desenvolvidos. De acordo com o diretor de Política Monetária do BC, Luís Fernando Figueiredo, as pessoas físicas ainda terão de esperar cerca de cinco anos para ter taxas entre 15 e 25 pontos percentuais acima da taxa básica de juros.
Hoje, a taxa básica está em 18,5% ao ano, o que daria uma taxa de crédito entre 33,5% e 43,5% ao ano pelo padrão de primeiro mundo. Em países desenvolvidos, também o volume de crédito oferecido pelos bancos chega a 100% ou 120% do PIB (Produto Interno Bruto), disse o diretor. No Brasil, esse volume é de apenas 30% do PIB.
Apesar da queda em maio, as taxas cobradas no cheque especial continuam mais altas que as praticadas em dezembro de 99. No mês passado, a média foi de 140,9% ao ano, ou 7,6% ao mês. Em dezembro, a taxa mensal era de 7,52%. O empréstimo para aquisição de bens teve taxa média de 2,89% ao mês em maio.
Figueiredo disse que a queda das taxas e o aumento do volume de crédito em maio foram uma surpresa para o BC. Ele esperava um resultado pior que o de abril por causa do aumento do nervosismo do mercado com as pressões inflacionárias nos Estados Unidos.
O aumento do volume de crédito em geral foi de 4,9% em maio em relação a abril, atingindo um total de R$ 64,1 bilhões. Nesse total, não estão incluídos as operações de repasses de recursos externos e os financiamentos habitacionais e da área rural. Segundo o diretor do BC, as operações que vêm apresentando maior taxa de crescimento são as relacionadas à expansão da atividade econômica.


