Juro básico pode terminar ano em 17%
Agência Estado
De São Paulo
O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, reúne-se na quarta-feira para definir se muda ou mantém inalterada a taxa básica de juros, que vem rodando no nível de 19,5% ao ano desde 28 de julho. Na última reunião, dia 1º, o Copom decidiu pela estabilidade da taxa primária. O motivo, segundo o BC, foram a coincidência da reunião com o momento de pressão mais acentuada sobre o dólar e a falta de clareza dos efeitos da instabilidade cambial sobre a inflação.
Desta vez, com o dólar menos pressionado e os indícios de inflação cadente, a expectativa é que o Copom retome o corte gradual do juro básico. O diretor de Investimentos da Hedging-Griffo Asset Management, Luiz Stuhlberger, aposta num corte de 0,50 ponto porcentual e prevê que, em queda constante, o juro chegue ao fim do ano em torno de 17% a 18%.
Ainda que a previsão seja de juros declinantes, Stuhlberger sugere uma divisão do investimento entre os fundos DI e os fundos de ações. Sua indicação é que 80% dos recursos sejam aplicados num fundo DI e o restante num fundo de ações.
Ele explica que o apelo de um fundo com títulos prefixados, que em tese tiraria proveito da queda dos juros, não é suficientemente forte para compensar o risco. A margem de ganho sobre o fundo DI não seria ampla o suficiente para compensar o risco de um acidente de percurso que possa elevar as taxas de juros, diante de uma possível instabilidade econômica doméstica ou internacional. Stuhlberger aponta na cotação baixa das ações um grande potencial de valorização, mas não acredita que o lucro venha no curto prazo.
Os fundos, sob nova roupagem, contemplaram o investidor com uma série de vantagens. A liquidez diária é a principal delas, mas as mudanças vão além. Elas levaram a um redesenho do mercado de investimentos em que, sobretudo para o pequeno e o médio investidor, ficou mais clara a percepção das opções existentes. Uma clareza que expõe também a desvantagem de produtos, como as cadernetas e os CDBs.
A extinção de carência e a adoção da liquidez diária pela maioria dos administradores levaram a um processo de reagrupamento de fundos e, por tabela, a um encolhimento deles na praça. A redução de produtos na família de fundos facilita a escolha.
Em linhas gerais, os produtos básicos exibidos na vitrine dos fundos são os de renda fixa, os DI, os cambiais e os de derivativos. A idéia é que um deles atenda o investidor, desde o moderado até o agressivo. Até porque, fora esses, estão aí também os fundos de ações. Tem sido notória a opção dos investidores pelos fundos de renda fixa e pelos DI, abertos e exclusivos, do mercado. Segundo a Hedging-Griffo, 87% dos recursos estão ancorados nessas duas modalidades de fundo.





