Agência Estado
De São Paulo
O consumidor que optar pela compra parcelada deve analisar todas as condições de pagamento para assim poder identificar em qual loja é mais vantajoso fechar o negócio. A comparação deve ser feita entre produtos iguais e, no financiamento, o prazo de pagamento também deve ser o mesmo.
Nem sempre as lojas que cobram as taxas de juros menores têm as prestações mais baixas, alerta o economista-chefe do Centro Brasileiro de Orientação em Finanças Pessoais (Forex), Marcos Silvestre.
Ele diz que as taxas estampadas nas vitrines em geral não correspondem aos encargos que de fato o consumidor terá de bancar. Isso porque, geralmente, nos cálculos usados para a formação dessas taxas não estão incluídas, por exemplo, cobranças de taxa de abertura de crédito e de outros serviços. Essas despesas, no entanto, são pagas pelo consumidor, embutidas nas parcelas. Por isso, Silvestre recomenda que, antes de fechar negócio, o consumidor se informe sobre todas as taxas que irá pagar, além dos juros. Assim, na somatória de todas as despesas, ele conseguirá enxergar mais claramente em qual loja é mais vantajoso fazer a compra.
O vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade, Miguel José Ribeiro de Oliveira, alerta o consumidor de que, mesmo com a redução das taxas, ele deve continuar evitando parcelar a compra. A melhor opção é a compra à vista.

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