Juro ao consumidor é o menor desde 1995
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quinta-feira, 09 de setembro de 2010
Folhapress 
São Paulo - As taxas de juros das operações de crédito registraram em agosto sua terceira queda consecutiva, segundo pesquisa divulgada ontem pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Além disso, os juros para a pessoa física atingiram o menor patamar da série histórica, iniciada em janeiro de 1995, passando de 6,85% ao mês (121,46% ao ano) em julho para 6,75% ao mês (118,99% ao ano).
Das seis linhas pesquisas de crédito para os consumidores, apenas o cartão de crédito rotativo manteve a taxa de juros inalterada no mês passado.
No caso da pessoa jurídica, todas as linhas pesquisadas tiveram redução nos juros em agosto. A taxa média geral apresentou passou de 3,85% ao mês (57,35% ao ano) em julho para 3,82% ao mês (56,81% ao ano), a menor desde maio.
O coordenador de pesquisas da Anefac, Miguel Ribeiro de Oliveira, associou as reduções nas taxas ao bom momento da economia brasileira, à normalização do mercado externo após as turbulências provocadas pela crise europeia e à volta do crescimento das principais economia.
O economista apontou, ainda, a normalização do crédito no mercado internacional, a redução dos índices de inadimplências e a maior competição do mercado financeiro como outros fatores de influência.
Selic
Considerando todas as elevações da taxa básica de juros, a Selic, promovidas pelo Banco Central entre janeiro e agosto, houve uma elevação de 2 pontos percentuais na taxa, de 8,75% ao ano em janeiro para 10,75% ao ano em agosto. Na reunião de setembro, o Copom (Comitê de Política Monetária) optou por manter a Selic no atual patamar -pela primeira vez desde abril.
No mesmo período (de janeiro a agosto), a taxa de juros média para pessoa física apresentou uma redução de 2,97 pontos percentuais, de 121,96% ao ano em janeiro para 118,99% ao ano em agosto. Nas operações de crédito para empresas, houve uma elevação de 0,72 pontos percentuais, de 56,09% ao ano para 56,81% ao ano.


