Juro alto é principal impeditivo de crédito para MPIs
Pesquisa mostra que 42% das micro e pequenas indústrias do Sul enfrentam dificuldade para solicitar empréstimo por taxa de juros
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 08 de setembro de 2022
Pesquisa mostra que 42% das micro e pequenas indústrias do Sul enfrentam dificuldade para solicitar empréstimo por taxa de juros
Reportagem local 
As micro e pequenas indústrias do Sul estão tendo dificuldades de acessar crédito pelas altas taxas de juros. Os dados são do Indicador Nacional das Micro e Pequenas Indústrias, realizado pelo Datafolha, a pedido do Sindicato de Micro e Pequenas Indústrias do Estado de São Paulo (SIMPI).

A pesquisa mostra que 42% dos empresários afirmam que as taxas de juros elevadas são um obstáculo para tomada de empréstimo ou financiamento. A situação é crítica também para os empresários nordestinos. Dos entrevistados, 36% são categóricos ao apontar esse como o maior impeditivo na aquisição de empréstimos.
Quando a pergunta é sobre linhas de crédito adequadas ao tamanho do negócio, 19% das micro e pequenas indústrias do Sul afirmam ser esse o segundo principal obstáculo na aquisição de empréstimos. No Nordeste, o índice fica em 29%.
O presidente do SIMPI, Joseph Couri, afirma que é necessário rever os parâmetros da análise de crédito. “É preciso mudar a forma que o crédito é avaliado para o micro e pequeno empresário, para que ele possa ter acesso à crédito novo, com custos acessíveis”, destaca.
Micro são os mais prejudicados
Outro aspecto apontado pela pesquisa é uma dificuldade maior entre micro indústrias quando o assunto é falta de linhas de créditos adequadas ao tamanho do negócio. São 24% em comparação com 14% das pequenas indústrias. Na opinião de Joseph Couri, não existem linhas de crédito adequadas incorporada a uma política de valorização do empresário da micro e pequena indústria para que haja crescimento. E as taxas atualmente cobradas, por serem elevadas, trabalham contra esse cenário, especialmente as taxas de cheque especial.
Cheque especial
A pesquisa ainda mostra que 12% das MPI’s do Sul acessaram o cheque especial para capital de giro. No Sudeste e no Estado de São Paulo são 14% e o Nordeste apresentou 13% de dirigentes recorrendo ao cheque especial para manter o negócio em atividade.
“Infelizmente pela falta de linhas de crédito adequadas, o empresário que segue acreditando no seu negócio e insistindo na sua atividade empresarial, comete o equívoco de tomar empréstimos por linhas com custos inviáveis de serem pagas como é o caso do cheque especial”, explica Joseph Couri.
Sobre a pesquisa
Realizado pelo Datafolha, a pedido do SIMPI, o Indicador Nacional de Atividade da Micro e Pequena Indústria, traz um panorama geral da categoria. A coleta de dados ocorreu entre os dias 07 e 27 julho de 2022, foram entrevistados 701 empresários e a margem de erro é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos.
Receba nossas notícias direto no seu celular! Envie também suas fotos para a seção 'A cidade fala'. Adicione o WhatsApp da FOLHA por meio do número (43) 99869-0068 ou pelo link wa.me/message/6WMTNSJARGMLL1.


