Londrina ganha, a partir de março deste ano, uma unidade da indústria catarinense Juriti Alimentos que vai gerar 120 empregos e atuar indiretamente com cerca de 100 produtores rurais. A empresa atua na transformação de produtos alimentícios em conservas.
A Juriti deverá se instalar no antigo barracão de uma fábrica de confecção, em frente à Companhia Cacique de Café Solúvel (Zona Oeste). O espaço deverá passar por uma adequação já no próximo mês. Fundada há 40 anos, a indústria catarinense iniciou as atividades com a produção de palmito em conserva, com o objetivo de atender o mercado do Estado de São Paulo. Hoje, exporta para países da América Latina, Europa e Japão.
Além de gerar empregos, a vinda da empresa envolve os pequenos produtores do município que estarão produzindo a matéria-prima. Aliás, a agricultura familiar e a diversificação de produtos, principalmente hortaliças, atraíram a vinda da empresa para Londrina, bem como a disponibilidade tecnológica existente no Iapar, Emater e cooperativas. O clima, que propicia uma produção o ano todo também, contou para a instalação da empresa, segundo o secretário municipal da Agricultura, Nilson Ladeia.
De acordo com ele, a unidade londrinense vai transformar o pepino, o feijão vagem, a couve-flor e a cenoura em conserva. Para isso, será assinado um convênio com pequenos produtores rurais. ''Vamos iniciar o contato com os agricultores do município que poderão produzir a matéria-prima para a empresa'', explica Ladeia, enumerando as vantagens que a Juriti trará para o município. ''Além da vinda da empresa singificar a credibilidade no município, a Juriti vai valorizar a produção local e ampliar o mercado, instalando uma empresa de um setor até então inexistente''.
''O município contava apenas com agroindúustrias com produção artesanal, mas agora trata-se de uma empresa com produção industrial de grande porte. ''Será um ganho para o produtor e para todo o município'', comenta o secretário. Segundo ele, uma reunião está sendo agendada com os produtores rurais já para a segunda quinzena deste mês. O município também está tentando alocar recursos do Programa Paraná 12 Meses do Governo do Estado para incentivar a construção de estufas nas propriedades.
O diretor de desenvolvimento da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Délio César, informou que o processo está em andamento. Segundo ele, uma comissão especial de planejamento e implantação industrial está avaliando o projeto para conceder ou não o benefício de locação à indústria.

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